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Questão de Coalizões tarsais (TEPOP 2024)

Pé e tornozeloCoalizões tarsaisTEPOP 2024

Na coalizão tarsal é comum encontrarmos

  1. varo do retropé.
  2. adução do antepé.
  3. contratura dos fibulares.
  4. diminuição da mobilidade do antepé.
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Gabarito: C · contratura dos fibulares.

Conceito-chave

A coalizão tarsal é uma ponte congênita entre dois ossos do retropé ou do mediopé, que vai ossificando com o crescimento. As mais comuns são a calcaneonavicular e a talocalcânea. Quando a ponte ossifica, a articulação subtalar (entre o tálus e o calcâneo, responsável por inclinar o calcanhar para dentro e para fora) perde o movimento.

O quadro típico é um pé plano rígido:

o calcanhar fica em valgo (inclinado para fora) e não consegue inverter;

o arco desaba e não reaparece quando o paciente sobe na ponta dos pés;

os tendões fibulares (que passam atrás do maléolo lateral e fazem a eversão do pé) entram em contratura reflexa, como um espasmo de proteção. Por isso, o quadro já foi chamado de pé plano espástico peroneal.

A queixa principal é dor no retropé, que piora em terreno irregular, e entorses de repetição.

O que não se espera na coalizão:

varo do retropé: o calcanhar vai para valgo;

adução do antepé: isso é típico de outras deformidades, como o metatarso aduto e o pé torto;

perda de mobilidade do antepé: o movimento que se perde é o da subtalar; o antepé continua móvel.

Na investigação, a radiografia oblíqua mostra a coalizão calcaneonavicular, e o perfil pode mostrar o nariz de tamanduá ou o sinal do C. A tomografia confirma a coalizão talocalcânea, e a ressonância ajuda nas pontes ainda fibrosas.

Na prova: na coalizão tarsal, é comum a contratura dos fibulares.

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