No pé cavo da doença de CHARCOT-MARIE-TOOTH, em relação aos músculos, observamos que:
- O tibial posterior e o fibular longo estão fortes.
- O tibial posterior e o fibular longo estão fracos.
- O tibial posterior está forte e o fibular longo está fraco.
- O tibial posterior está fraco e o fibular longo está forte.
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Conceito-chave
A doença de Charcot-Marie-Tooth é uma neuropatia hereditária que enfraquece os músculos da perna e do pé de forma desigual. É esse desequilíbrio que molda o pé cavovaro, e a questão quer saber quais músculos ficam fortes.
Na perna, os músculos trabalham em pares opostos. Quando um lado do par enfraquece e o outro continua forte, o forte puxa o pé para o seu lado sem oposição.
Ficam fracos: o tibial anterior, o fibular curto e os pequenos músculos do próprio pé (os intrínsecos).
Ficam relativamente fortes: o tibial posterior e o fibular longo.
Veja o que cada desequilíbrio causa:
fibular longo forte contra tibial anterior fraco: o fibular longo passa por baixo do pé e se prende na base do 1º metatarso. Sem o tibial anterior para levantá-lo, ele abaixa o 1º metatarso. O antepé fica pronado;
tibial posterior forte contra fibular curto fraco: o tibial posterior inverte o pé, e o fibular curto, que faria a eversão, não consegue se opor. O calcanhar vai para varo;
intrínsecos fracos: os dedos ficam em garra.
O tratamento cirúrgico segue essa lógica. Uma das cirurgias mais usadas é transferir o fibular longo para o fibular curto: isso tira a força que abaixa o 1º metatarso e devolve força de eversão. Somam-se, conforme o caso, uma osteotomia que levanta o 1º metatarso e a liberação da fáscia plantar.
Na prova: no Charcot-Marie-Tooth, o tibial posterior e o fibular longo estão fortes.
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