Na coalizão tarsal, o sinal radiográfico de “nariz de tamanduá” está relacionado à coalizão:
- Talonavicular.
- Talocalcânea.
- Calcaneocuboide.
- Calcaneonavicular.
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Conceito-chave
A coalizão tarsal é uma ponte congênita entre dois ossos do pé, que vai ossificando com o crescimento e trava o movimento entre eles. As duas mais comuns são a calcaneonavicular e a talocalcânea, e cada uma tem um sinal radiográfico clássico.
O sinal do nariz (ou bico) de tamanduá pertence à coalizão calcaneonavicular, a ponte entre o processo anterior do calcâneo (a ponta da frente do calcâneo) e o navicular. Na radiografia em perfil, o processo anterior do calcâneo aparece alongado e afilado, apontando para o navicular, como o focinho comprido do tamanduá. A barra entre os dois ossos é vista com mais clareza na incidência oblíqua a 45°.
Para a coalizão talocalcânea, o sinal clássico é outro: o sinal do C, também no perfil, e a confirmação costuma ser feita com tomografia.
A coalizão calcaneonavicular costuma dar sintomas entre os 8 e 12 anos, quando a ponte ossifica. A criança sente dor no pé, tem entorses de repetição e o pé fica plano e rígido.
Tratamento: primeiro, sem cirurgia, com uma bota gessada por algumas semanas e depois palmilha. Se a dor persistir, faz-se a ressecção da barra e, no espaço que fica, interpõe-se um músculo (o extensor curto dos dedos) ou gordura, para a ponte não se refazer. Os resultados são bons, principalmente quando ainda não há artrose.
Na prova: nariz de tamanduá é coalizão calcaneonavicular; sinal do C é coalizão talocalcânea.
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