Na coalizão tarsal a investigação radiográfica apresenta
- o sinal do bico do tamanduá que representa a coalizão calcâneo-navicular na incidência radiográfica obliqua.
- o sinal do C de Lefleur que representa a coalizão talo-calcânea na incidência radiográfica em perfil.
- o sinal do bico do tamanduá que representa a coalizão talo-calcânea na incidência em radiográfica em perfil.
- o sinal do C de Lefleur que representa a coalizão calcâneo-navicular na incidência oblíqua.
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Conceito-chave
A coalizão tarsal é uma ponte congênita entre dois ossos do pé. As duas mais comuns têm sinais radiográficos próprios, e a questão cobra exatamente qual sinal pertence a qual coalizão e em qual incidência.
Coalizão talocalcânea (entre o tálus e o calcâneo, geralmente na faceta média da subtalar):
o sinal do C (descrito por Lateur) aparece na radiografia em perfil. É uma linha curva contínua, em forma de letra C, formada pelo contorno do tálus e do sustentáculo do tálus (a prateleira óssea na face interna do calcâneo) fundidos;
também pode aparecer o bico talar, uma saliência na parte de cima da cabeça do tálus, como efeito secundário da rigidez;
a confirmação costuma ser feita com tomografia.
Coalizão calcaneonavicular (entre o processo anterior do calcâneo e o navicular):
o sinal do nariz (ou bico) de tamanduá aparece no perfil: o processo anterior do calcâneo fica alongado e pontudo, lembrando o focinho do animal;
a barra óssea entre os dois ossos é vista melhor na incidência oblíqua a 45°.
As idades ajudam: a calcaneonavicular dá sintomas mais cedo (8 a 12 anos), e a talocalcânea mais tarde (12 a 16 anos). Barras fibrosas, ainda não ossificadas, podem exigir ressonância.
Na prova: sinal do C é coalizão talocalcânea no perfil; nariz de tamanduá é coalizão calcaneonavicular.
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