Na instabilidade da articulação metatarsofalangeana, segundo a classificação de COUGHLIN, a presença de uma articulação luxável, caracteriza o estágio
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Conceito-chave
A instabilidade da articulação metatarsofalângica dos dedos menores (mais comum no segundo dedo) acontece quando a placa plantar, um ligamento grosso embaixo da base do dedo, se desgasta ou rompe. Sem ela, a falange vai escorregando para cima e para os lados sobre a cabeça do metatarso. O paciente sente dor na planta, embaixo da base do dedo, e com o tempo o dedo desvia e pode até cruzar por cima do vizinho (o crossover).
O teste usado no exame é a gaveta vertical: o examinador segura o metatarso com uma mão e, com a outra, empurra a base do dedo para cima, avaliando quanto ela se desloca.
A classificação de Coughlin (com Baumfeld e Nery) gradua essa instabilidade pelo exame clínico:
Grau 0: alinhamento normal, só dor, e uma gaveta discreta.
Grau 1: desvio leve, com o espaço entre os dedos alargado; a gaveta desloca menos da metade.
Grau 2: desvio moderado (para dentro, para fora ou para cima), com hiperextensão; a gaveta desloca mais da metade.
Grau 3: desvio grave, frequentemente com o dedo cruzado sobre o vizinho; a articulação é luxável: sai do lugar com a manobra e volta.
Grau 4: a articulação está luxada de forma fixa, com o dedo em martelo rígido.
A diferença entre "luxável" e "luxada" é a chave da questão: no grau 3 a articulação luxa e reduz; no grau 4 ela já está fora do lugar.
O tratamento cirúrgico acompanha a gravidade: nos graus mais baixos, repara-se a placa plantar, às vezes junto com uma osteotomia de encurtamento do metatarso (osteotomia de Weil). No grau 4, costumam ser necessárias transferências de tendão ou procedimentos ósseos.
Na prova: articulação luxável é o grau 3; luxada é o grau 4.
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