Na anatomia patológica do pé talo vertical
- o calcâneo está em flexão dorsal.
- os tendões fibulares, tibial anterior e calcâneo estão encurtados.
- os tendões fibulares e tibial posterior estão deslocados posteriormente, atuando como flexores plantares.
- a vascularização principal é pela artéria tibial posterior.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O tálus vertical congênito é uma deformidade rara do recém-nascido. O nome descreve o achado principal: o tálus fica apontado para baixo, quase vertical, porque o navicular (o osso à frente dele no mediopé) está luxado para cima, no dorso do colo do tálus. Essa luxação não se reduz com manipulação simples.
O pé fica com a sola convexa (o "pé em mata-borrão"), e o resto da anatomia se organiza em torno dessa luxação:
o calcâneo fica em equino (apontado para baixo, puxado pelo tendão de Aquiles) e em valgo;
o antepé fica voltado para cima e para fora.
Com o tempo, as estruturas do dorso e da parte de trás se encurtam, travando a deformidade:
o tibial anterior e os extensores dos dedos e do dedão;
os tendões fibulares;
o tendão calcâneo (Aquiles), que mantém o equino;
a cápsula do dorso das articulações do mediopé.
Há ainda um detalhe que costuma cair em prova: os tendões fibulares e o tibial posterior saem de trás dos maléolos e escorregam para a frente deles. Nessa nova posição, em vez de abaixar o pé, eles passam a levantá-lo (agem como dorsiflexores), o que piora a deformidade.
O tratamento atual é o método de Dobbs, chamado de "Ponseti reverso": gessos seriados que levam o pé para flexão plantar e inversão, seguidos da fixação da articulação entre o tálus e o navicular com um fio e da tenotomia do tendão de Aquiles.
Na prova: no tálus vertical, os fibulares, o tibial anterior e o tendão calcâneo estão encurtados.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo