Nos paciente submetidos a tratamento cirúrgico na articulação do tornozelo por via artroscopica,qual o tipo de complicação mais comum?
- Lesão neurológica
- Infecção
- Fistula
- TVP
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Conceito-chave
A artroscopia do tornozelo é feita por pequenas incisões, os portais, por onde entram a câmera e os instrumentos. Como as incisões são pequenas e a articulação é lavada continuamente com soro, a infecção é rara. O ponto fraco do procedimento é outro: os nervos superficiais passam muito perto dos portais. Por isso, a lesão neurológica é a complicação mais comum. Na maioria das vezes ela é uma neuropraxia, uma lesão leve que causa dormência e melhora com o tempo.
Cada portal tem o seu nervo de risco:
portal anterolateral: o nervo fibular superficial, o mais lesado de todos;
portal anteromedial: o nervo safeno (e a veia safena);
portal posterolateral: o nervo sural;
portal posteromedial: o nervo tibial, raramente, mas com consequências mais sérias;
o portal anterocentral, entre os tendões, é evitado porque fica sobre o nervo fibular profundo e a artéria dorsal do pé.
Como prevenir: antes de começar, o cirurgião tenta ver o nervo fibular superficial pela pele. Colocando o pé em flexão plantar e inversão e dobrando o quarto dedo, o nervo fica marcado como um cordão sob a pele. Depois, corta só a pele e afasta os tecidos com uma pinça de ponta romba até a cápsula, sem usar a lâmina em profundidade. Também se evita tração excessiva e por tempo longo.
As outras complicações (infecção, fístula sinovial, trombose venosa profunda) existem, mas são menos frequentes.
Na prova: a complicação mais comum da artroscopia do tornozelo é a lesão neurológica, sobretudo do nervo fibular superficial.
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