Um paciente com diabetes tipo 2 apresenta uma ferida crônica em seu pé que não cicatriza adequadamente. Qual é o principal fator relacionado à fisiopatologia da cicatrização prejudicada nesse paciente?
- Deficiência de colágeno.
- Hipervascularização.
- Ativação adequada de fatores de crescimento.
- Supressão imunológica.
- Superprodução de enzimas proteolíticas.
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Conceito-chave
A ferida crônica do pé diabético não cicatriza porque vários mecanismos falham ao mesmo tempo. Vale entender cada um:
Circulação ruim: o diabetes lesa os vasos grandes e os pequenos, e chega menos oxigênio à ferida (hipóxia).
Glicação: o açúcar em excesso se liga às proteínas do tecido e as altera, prejudicando a sua função.
Colágeno: o tecido produz menos colágeno e de pior qualidade, o que enfraquece a cicatriz.
Enzimas proteolíticas: há excesso de enzimas que degradam o tecido (as metaloproteinases), que destroem o que está sendo formado.
Fatores de crescimento: a ferida responde mal aos sinais químicos que comandam a cicatrização.
Imunidade: a glicose alta prejudica os neutrófilos, os glóbulos brancos que primeiro chegam à ferida. Eles se movem pior em direção às bactérias, englobam e matam menos. Isso torna a ferida mais vulnerável a infecção e mantém a inflamação desorganizada.
O resultado é uma ferida que fica presa na fase inflamatória e não avança para a fase de formação de tecido novo.
A questão elege a supressão imunológica como o fator principal. Na prática, o tratamento ataca vários fatores juntos: controle da glicemia, tirar a carga do pé (por exemplo, com gesso de contato total), melhorar a circulação, limpar a ferida repetidamente e tratar a infecção.
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