Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma etiologia congênita de pé cavo.
- Síndrome compartimental.
- Tumores da medula espinal.
- Coalizão tarsal.
- Hidrocefalia oculta.
- Poliomielite.
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Conceito-chave
O pé cavo é o pé com o arco plantar exageradamente alto. Ele quase sempre tem uma causa, e por isso não deve ser visto como uma variação qualquer. As causas se organizam em grupos:
Neurológicas: são a maioria. A mais comum é a doença de Charcot-Marie-Tooth, uma neuropatia hereditária. Também entram poliomielite, paralisia cerebral, ataxia de Friedreich e doenças da medula espinhal, como tumores, medula presa e malformações da coluna.
Traumáticas ou adquiridas: sequela de síndrome compartimental (os músculos da perna ou do pé sofrem isquemia e fibrosam, encurtando), lesão de nervo, queimaduras e fraturas mal consolidadas.
Congênitas ou estruturais: presentes desde o nascimento, como o pé torto residual, a artrogripose e a coalizão tarsal (uma ponte anormal entre ossos do pé, com a qual a pessoa nasce).
Idiopático: quando nenhuma causa é encontrada, mas esse diagnóstico só é feito depois de excluir as outras.
Na prática, todo pé cavo na criança merece exame neurológico completo. Se for de um lado só, se estiver piorando ou se houver sinais neurológicos, investiga-se a coluna com ressonância.
Sobre a coalizão: ela costuma causar um pé plano rígido, e não cavo. Mas, entre as opções desta questão, é a única de origem congênita, e essa é a chave para respondê-la.
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