Com relação à classificação anatômica da artropatia de CHARCOT, o tipo que cursa com fratura por avulsão da tuberosidade posterior do calcâneo é o
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Conceito-chave
A artropatia de Charcot é a destruição de ossos e articulações em um pé sem sensibilidade, quase sempre no diabético com neuropatia. Além de classificá-la pelas fases (Eichenholtz), também se classifica pelo local do pé que está sendo destruído, porque cada região tem prognóstico e tratamento diferentes. Essa é a classificação anatômica de Brodsky, depois ampliada por Trepman:
Tipo 1: mediopé, nas articulações entre o tarso e os metatarsos e entre o navicular e os cuneiformes. É o tipo mais comum e costuma formar o pé em mata-borrão, com a sola convexa.
Tipo 2: retropé, nas articulações subtalar, talonavicular e calcaneocuboídea. Costuma deixar o pé instável.
Tipo 3A: tornozelo, na articulação entre a tíbia e o tálus. Também muito instável e de tratamento difícil.
Tipo 3B: fratura por avulsão da tuberosidade posterior do calcâneo. A tuberosidade é a parte de trás do calcâneo, onde se prende o tendão de Aquiles. Num osso enfraquecido pela neuropatia, a força do tríceps sural (a panturrilha) arranca esse pedaço de osso.
Tipo 4: combinação de mais de uma região.
Tipo 5: antepé.
No tipo 3B, o paciente perde a força para empurrar o pé para baixo (a propulsão da marcha), e o calcanhar passa a receber carga em excesso, o que pode levar a úlcera na parte de trás da planta. O tratamento costuma exigir reduzir e fixar o fragmento, com risco considerável de falha.
Na prova: avulsão da tuberosidade do calcâneo no Charcot é o tipo 3B.
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