No hálux valgo nos pacientes do sexo masculino, a diferenciação em relação a pacientes do sexo feminino é apresentar
- idade de início mais precoce.
- deformidade de menor gravidade.
- menor prevalência de história familiar.
- ângulo articular metatarsal distal diminuído.
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Conceito-chave
O hálux valgo (joanete) é muito mais comum em mulheres, e boa parte da explicação está no uso de calçados apertados e de salto. Quando aparece em homens, ele costuma ter um perfil diferente, descrito sobretudo nos estudos de Coughlin:
começa mais cedo, muitas vezes ainda na adolescência (é comum ser um hálux valgo juvenil);
a história familiar é mais frequente, o que sugere peso maior da herança genética;
o calçado tem um papel menor;
é frequente um ângulo articular metatarsal distal (AAMD) aumentado.
Esse último termo merece explicação. O AAMD mede a inclinação da superfície articular da cabeça do 1º metatarso em relação ao eixo do osso. Quando ele está aumentado, a cartilagem da cabeça já "olha" para fora. Assim, o dedão pode estar desviado mas com a articulação congruente, ou seja, com as duas superfícies ainda bem encaixadas.
Isso tem consequência na cirurgia. Se o cirurgião simplesmente soltar as estruturas laterais e empurrar o dedo para dentro, a articulação deixa de encaixar e fica incongruente, o que pode gerar dor e rigidez. Nesses casos, preferem-se osteotomias que reorientam a cabeça do metatarso junto com a articulação.
Em geral, o hálux valgo que começa cedo tem também maior risco de recidiva depois da cirurgia.
Na prova: no homem, o hálux valgo tende a começar mais cedo, com mais história familiar e AAMD aumentado.
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