Na avaliação radiográfica do pé plano, observa-se ângulo
- talocalcaneo acima de 40 na incidência AP
- talocalcaneo abaixo de 35 na incidência lateral
- de cobertura talonavicular na incidência AP acima de 80
- de inclinação do calcâneo maior que 25 na incidência lateral
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Conceito-chave
A radiografia do pé plano deve ser feita com carga, com o paciente em pé, porque é o peso do corpo que mostra o colapso do arco. As medidas são ângulos entre os ossos do retropé e do mediopé, e a regra mais útil para não decorar tabela é esta: no pé plano, os ângulos que medem a abertura entre tálus e calcâneo aumentam, e os que medem a altura do arco diminuem.
Incidência AP (o pé visto de cima):
ângulo talocalcâneo, também chamado ângulo de Kite: formado pelos eixos do tálus e do calcâneo. No pé plano, o tálus gira para dentro e para baixo, e o calcâneo vai para fora; os dois eixos se afastam e o ângulo aumenta, ficando acima do normal (valores acima de 40° são típicos do pé plano);
cobertura talonavicular: mede quanto da cabeça do tálus fica descoberta pelo navicular. No pé plano, o antepé vai para fora (abdução) e a cabeça do tálus fica descoberta. O normal são poucos graus.
Incidência de perfil (o pé visto de lado):
ângulo talocalcâneo de perfil: também aumenta no pé plano;
ângulo de Méary (entre os eixos do tálus e do 1º metatarso): normalmente é uma linha reta; no pé plano forma um ângulo voltado para baixo;
inclinação do calcâneo (pitch): o ângulo entre a parte de baixo do calcâneo e o chão. No pé plano, o calcâneo fica mais "deitado" e o ângulo diminui.
O pé cavo é o espelho: Kite menor, Méary voltado para cima e inclinação do calcâneo aumentada.
Na prova: pé plano tem ângulo de Kite aumentado no AP e inclinação do calcâneo diminuída no perfil.
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