Segundo a classificação de COGHLIN e SHURNAS, a diferença entre o grau 3 e o 4 é que nesse último há
- dor mais intensa
- maior restrição no arco de movimento
- alterações radiológicas mais exuberantes
- dor no meio do arco na movimentação passiva
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Conceito-chave
O hálux rígido é a artrose da articulação metatarsofalângica do dedão (MTF, entre o 1º metatarso e a falange proximal). O desgaste da cartilagem e os bicos de osso (osteófitos), principalmente na parte de cima da articulação, bloqueiam o movimento de dorsiflexão (levantar o dedão), necessário para a fase final da marcha.
A classificação de Coughlin e Shurnas gradua a doença de 0 a 4 combinando três informações: quanto o dedão ainda se mexe, o que se vê na radiografia e como é a dor no exame.
Nos graus mais avançados, 3 e 4, a dorsiflexão já está muito limitada e a radiografia mostra perda grave do espaço articular, com osteófitos e cistos. Nesses dois aspectos, os graus são iguais. O que os separa é um detalhe do exame físico:
Grau 3: a dor aparece nos extremos do movimento, quando se força o dedão para cima ou para baixo. No meio do arco de movimento, a movimentação passiva não dói.
Grau 4: além da dor nos extremos, há dor no meio do arco durante a movimentação passiva.
Por que isso importa? A dor no meio do arco indica que toda a cartilagem está destruída, inclusive a parte central da articulação. Se o meio do arco não dói, ainda existe cartilagem útil no centro, e uma cirurgia que apenas retira os osteófitos de cima (a queilectomia) pode aliviar o paciente. Quando o meio do arco dói, o tratamento mais confiável costuma ser a artrodese (fusão) da MTF.
Na prova: a diferença entre Coughlin e Shurnas 3 e 4 é a dor no meio do arco passivo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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