Na classificação de EICHENHOLTZ para CHARCOT, paciente com destruição óssea a radiografia, edema, calor e eritema corresponde ao tipo
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Conceito-chave
A neuroartropatia de Charcot é uma destruição progressiva de ossos e articulações que acontece em pés sem sensibilidade, principalmente no diabético com neuropatia. Sem dor para avisar, o paciente continua pisando sobre microfraturas, e um processo inflamatório intenso acaba desmontando o esqueleto do pé, sobretudo o mediopé.
A classificação de Eichenholtz descreve as fases da doença combinando o que se vê no exame clínico com o que aparece na radiografia:
Estágio 0: o pé está quente, inchado e avermelhado, mas a radiografia ainda é normal. A ressonância já mostra edema dentro dos ossos.
Estágio 1, fragmentação: o pé continua quente, inchado e vermelho, e agora a radiografia mostra destruição: fragmentos ósseos, fraturas e articulações saindo do lugar (subluxações e luxações).
Estágio 2, coalescência: a inflamação começa a ceder. Os fragmentos pequenos são reabsorvidos e o osso fica mais denso, começando a se unir.
Estágio 3, consolidação: o pé fica frio. Os ossos estão consolidados, mas a deformidade que se formou permanece fixa.
A dificuldade prática do estágio 1 é diferenciá-lo de uma infecção, porque os dois deixam o pé vermelho e quente. Uma manobra simples ajuda: com a perna elevada por alguns minutos, a vermelhidão do Charcot costuma diminuir, enquanto a da infecção persiste. A ausência de ferida também torna a infecção menos provável.
No estágio 1, o tratamento principal é imobilizar com gesso de contato total, trocado com frequência, acompanhando a temperatura do pé até a inflamação acabar.
Na prova: inflamação com destruição na radiografia é Eichenholtz 1.
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