Na barra társica talo-calcânea
- o calcâneo se encontra em valgo
- a coalizão se forma entre 08 e 12 anos
- há pouca perda de mobilidade na subtalar
- a principal queixa é a perda do arco plantar
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Conceito-chave
A coalizão tarsal, também chamada de barra társica, é uma união anormal entre dois ossos do retropé ou do mediopé. Ela é congênita: a pessoa nasce com uma ponte de tecido entre os ossos, inicialmente fibrosa ou cartilaginosa, que vai se transformando em osso com o crescimento. Os sintomas aparecem justamente quando essa ponte ossifica e a articulação perde o movimento.
As duas mais comuns são:
Calcaneonavicular (entre o calcâneo e o navicular): ossifica mais cedo, por volta dos 8 a 12 anos. Aparece bem na radiografia oblíqua do pé, com o sinal do "nariz de tamanduá".
Talocalcânea (entre o tálus e o calcâneo, geralmente na faceta média da articulação subtalar): ossifica mais tarde, entre os 12 e 16 anos. É mais difícil de ver na radiografia comum e costuma precisar de tomografia.
A articulação subtalar é a que permite ao calcanhar inclinar para dentro e para fora. Na coalizão talocalcânea, ela fica travada, com grande perda de mobilidade, e o calcâneo assume a posição de valgo (inclinado para fora). O pé fica plano, valgo e rígido. Muitas vezes os tendões fibulares ficam contraídos, o que deu origem ao antigo nome "pé plano espástico peroneal".
A principal queixa é a dor no retropé, que piora com atividade e em terreno irregular, frequentemente associada a entorses de repetição. No exame, quando o paciente sobe na ponta dos pés, o calcanhar não vira para dentro como deveria.
Na prova: coalizão talocalcânea dá pé plano rígido, com calcâneo em valgo, dor e sintomas na adolescência.
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