No hálux valgo ocorre
- diminuição do ângulo intermetatarsiano I-II
- diminuição do ângulo metatarsofalangeano do primeiro raio
- valgismo da articulação metatarsofalangeana e pronação do hálux
- deslocamento medial dos sesamóides e subluxação metatarsofalangeana
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Conceito-chave
O hálux valgo, o popular joanete, parece à primeira vista um simples desvio do dedão para fora. Na verdade é uma deformidade em três planos, e entender cada um deles evita os erros desta questão.
No plano de cima (transverso): a falange do hálux desvia para fora (lateral), em direção ao segundo dedo. Isso é o valgo da articulação metatarsofalângica (MTF, a articulação entre o metatarso e a primeira falange do dedão). Ao mesmo tempo, o 1º metatarso se afasta do 2º, indo para dentro (varo do metatarso). Medimos isso com dois ângulos na radiografia: o ângulo do hálux valgo (entre o 1º metatarso e a falange), que aumenta, e o ângulo intermetatarsal I-II (entre o 1º e o 2º metatarsos), que também aumenta.
Na rotação (plano frontal): o hálux e o 1º metatarso giram, de modo que a unha passa a olhar para dentro. Essa rotação é a pronação do hálux. Hoje se dá muita importância a ela, porque não corrigi-la na cirurgia está associado a recidiva.
Os sesamoides: são dois ossinhos embaixo da cabeça do 1º metatarso, presos aos tendões e ligamentos. Eles ficam relativamente parados enquanto a cabeça do metatarso escorrega para dentro. O resultado é que, vistos em relação à cabeça, os sesamoides parecem deslocados para fora (lateral).
Com a evolução, a cápsula do lado de dentro se alonga, a do lado de fora se encurta e a articulação vai se subluxando.
Na prova: hálux valgo é valgo da MTF com pronação do hálux; os ângulos aumentam e os sesamoides ficam laterais em relação à cabeça.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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