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Questão de Fraturas do tornozelo e do pilão tibial (Ortopedia)

Pé e tornozeloFraturas do tornozelo e do pilão tibialOrtopedia

Na classificação de CLANTON e MCGARVEY para lesão ligamentar do tornozelo, o tipo

  1. “ I grupo 2” se refere ao tornozelo estável de um paciente atleta
  2. “ I grupo 1” se refere ao tornozelo estável de um paciente não atleta “
  3. " II grupo 1” se refere ao tornozelo instável de um paciente não atleta “
  4. " III grupo 2” se refere ao tornozelo instável de um paciente não atleta
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Gabarito: C · " II grupo 1” se refere ao tornozelo instável de um paciente não atleta “

Conceito-chave

Depois de uma entorse, parte dos pacientes fica com o tornozelo instável, com a sensação de que o pé "falseia" ou vira com facilidade. Essa instabilidade pode ser de dois tipos:

Mecânica: existe frouxidão objetiva, que o médico consegue demonstrar no exame (gaveta anterior, inclinação talar) ou em radiografias com estresse.

Funcional: o paciente sente o falseio, mas sem frouxidão evidente, por falha do controle muscular e da propriocepção (a percepção da posição da articulação).

A classificação de Clanton e McGarvey organiza esses pacientes em dois eixos ao mesmo tempo, combinados na forma "tipo e grupo":

Tipo, em algarismo romano (I, II, III): indica o grau da instabilidade, do mais leve ao mais grave.

Grupo, em número arábico (1 ou 2): indica a demanda do paciente. O grupo 1 é o paciente não atleta, e o grupo 2 é o atleta.

A ideia é que a conduta não depende só do grau da lesão, mas também de quem é o paciente. A mesma instabilidade pesa muito mais para um atleta competitivo do que para alguém sedentário, e isso influencia a decisão de operar.

Na questão, "II grupo 1" é um tornozelo instável em paciente não atleta, a única leitura coerente dos dois eixos.

Sobre o tratamento da instabilidade crônica em geral: começa-se com reabilitação (fortalecimento dos fibulares e treino de propriocepção). Se falhar, a cirurgia mais usada é o reparo anatômico dos ligamentos (técnica de Broström, reforçada pela modificação de Gould). Reconstrução com enxerto fica para tecidos ruins ou revisões. Também é preciso procurar problemas associados, como lesão osteocondral do tálus, lesão dos tendões fibulares e pé cavovaro.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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