Nas fraturas do pilão tibial, o acesso cirúrgico que permite a visualização de uma maior área da tíbia distal é o
- anterolateral
- anteromedial
- posteromedial
- posterolateral
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Conceito-chave
A fratura do pilão tibial é a fratura da parte de baixo da tíbia que inclui a superfície articular que apoia sobre o tálus, o "teto" do tornozelo. Ela costuma acontecer por carga axial de alta energia, como queda de altura ou acidente de carro, quando o tálus é empurrado para cima como um pilão socando a tíbia.
O grande problema dessa fratura são as partes moles. A pele da frente do tornozelo é fina e incha muito. Por isso o tratamento costuma ser feito em etapas: primeiro um fixador externo que mantém o comprimento e o alinhamento, e só depois de a pele melhorar (quando volta a enrugar, o chamado sinal da ruga) faz-se a fixação definitiva com placas.
A escolha do acesso depende de onde estão os fragmentos, e os principais são:
Anteromedial: passa ao lado do tibial anterior. Oferece a maior exposição da superfície articular da tíbia distal, e permite ver e reconstruir tanto a parte medial quanto boa parte da central. A desvantagem é que a pele ali é fina, colada ao osso, e corre risco de abrir e expor a placa.
Anterolateral: dá acesso ao fragmento da frente e de fora (o fragmento de Chaput) e tem melhor cobertura de partes moles, mas o nervo fibular superficial passa ali.
Posteromedial e posterolateral: servem para fragmentos de trás, como o posterolateral (fragmento de Volkmann), e para a fíbula, mas a janela para a superfície articular é limitada.
Na prática, muitas vezes se combinam acessos, respeitando uma boa distância (uma "ponte de pele") entre as incisões para não comprometer a circulação da pele.
Na prova: maior área visível da tíbia distal é o acesso anteromedial.
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