O acesso de GATELLIER e CHASTANG permite tratamento da osteocondrite do
- tálus
- fêmur
- joelho
- calcâneo
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Conceito-chave
A osteocondrite dissecante, hoje mais chamada de lesão osteocondral, é uma lesão da cartilagem e do osso logo abaixo dela, em que um fragmento pode se soltar parcialmente ou por completo. No tornozelo, ela acontece na cúpula do tálus, o osso que se encaixa entre a tíbia e a fíbula.
O problema é o acesso. A cúpula do tálus fica escondida dentro do encaixe formado pelos dois maléolos, e as lesões da parte posterior são especialmente difíceis de alcançar pela frente.
O acesso de Gatellier e Chastang é uma via posterolateral que resolve isso de forma clássica: o cirurgião faz uma osteotomia da fíbula distal (corta a ponta da fíbula) e a rebate, ainda presa aos ligamentos. Isso abre uma janela ampla para a parte posterolateral do tálus e da tíbia. No final, a fíbula é recolocada e fixada. Além da lesão osteocondral, a via também foi usada para fraturas do maléolo posterior.
Hoje, muitas dessas lesões são tratadas por artroscopia (cirurgia por pequenos portais com câmera), inclusive pela parte de trás do tornozelo. Lesões da parte medial e posterior do tálus que não podem ser alcançadas de outra forma podem exigir a osteotomia do maléolo medial. Mas o nome Gatellier-Chastang segue ligado ao tálus e à fíbula distal.
Na prova: Gatellier e Chastang é acesso transfibular ao tálus.
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