Na artropatia de CHARCOT do pé diabético, pela classificação de EICHENHOLTZ, a consolidação óssea ocorre no estágio
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Conceito-chave
A artropatia de Charcot do pé diabético passa por fases previsíveis, descritas por Eichenholtz. Conhecer a fase ajuda a decidir o tratamento:
Estágio 0 (acrescentado depois por outros autores): o pé fica quente e inchado, mas a radiografia ainda é normal; a ressonância já mostra edema nos ossos. É a melhor hora para imobilizar e evitar a destruição.
Estágio 1, fragmentação: o pé continua quente e fica instável. A radiografia mostra ossos se fragmentando, fraturas e luxações. O tratamento é o gesso de contato total, sem apoio ou com apoio protegido.
Estágio 2, coalescência: o calor e o inchaço começam a diminuir. Os fragmentos menores são reabsorvidos, o osso fica mais denso (esclerose) e começa a se unir.
Estágio 3, consolidação: o pé fica frio e estável. Os ossos estão consolidados e remodelados, mas a deformidade que se formou fica fixa.
Para acompanhar a atividade da doença, compara-se a temperatura dos dois pés: quando a diferença fica pequena, a fase ativa está terminando. A radiografia também é repetida ao longo do tempo.
Depois do gesso, o paciente passa para uma bota de proteção e, por fim, para um calçado especial com palmilha moldada. A cirurgia reconstrutiva é indicada quando, depois da consolidação, sobra uma deformidade que causa feridas ou impede o pé de apoiar bem. Em casos selecionados de deformidades muito instáveis, tem-se indicado cirurgia mais cedo.
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