O pé talo vertical congênito apresenta-se na avaliação clínica
- evertido em varo e rodado internamente.
- evertido em valgo e rodado externamente.
- invertido em varo e rodado internamente.
- invertido em valgo e rodado externamente.
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Conceito-chave
O tálus vertical congênito é uma deformidade rara e rígida do pé do recém-nascido. O tálus fica quase vertical e o navicular se desloca para cima, ficando luxado sobre o colo do tálus.
Por fora, o pé tem um aspecto característico, chamado de mata-borrão (*rocker-bottom*): a planta é convexa, arredondada para baixo, e a cabeça do tálus pode ser sentida na planta, do lado de dentro. O pé é rígido.
Cada parte do pé fica numa posição:
O retropé fica em equino (calcanhar para cima) e em valgo (calcanhar virado para fora).
O antepé fica virado para cima e para fora.
Somando tudo, o pé fica evertido, em valgo e rodado externamente.
Na radiografia, a radiografia de perfil com o pé forçado para baixo ajuda a diferenciar: no tálus vertical, o navicular não volta ao lugar sobre o tálus. Numa variação mais leve, o tálus oblíquo, ele volta.
O tálus vertical se associa com frequência a doenças neuromusculares ou genéticas, como artrogripose, mielomeningocele e algumas síndromes.
O diagnóstico diferencial mais importante é o pé calcaneovalgo de posição, comum no recém-nascido: o pé fica dobrado para cima, com o dorso encostando na perna, mas é flexível e se resolve sozinho.
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