Na osteoartrite tibiotársica, a artrodese do tornozelo é contraindicada quando há
- osteoartrite gotosa.
- osteonecrose do tálus.
- osteoartrite pós-infecciosa.
- comprometimento vascular do membro inferior.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A artrodese do tornozelo é a fusão da articulação entre a tíbia e o tálus, usada principalmente na artrose avançada. Ela é uma cirurgia versátil e tolera muitas situações que contraindicam a prótese de tornozelo:
Artrose depois de trauma (a causa mais comum) ou depois de uma infecção já curada.
Artrites inflamatórias, como a gota e a artrite reumatoide.
Osteonecrose do tálus: o tálus morto não segura bem a fusão, mas a solução é adaptar a técnica, estendendo a fusão até o calcâneo (artrodese tibiotalocalcânea) e usando enxerto.
Falha de uma prótese de tornozelo.
O que a artrodese não tolera é um membro com má circulação. Para o osso consolidar e a ferida cicatrizar, é preciso sangue. Num membro com doença vascular importante, o risco é a ferida não fechar, o osso não unir, surgir uma infecção e, no fim, o paciente perder a perna. Infecção ativa não controlada e pele e partes moles inviáveis também contraindicam.
Por isso, antes da cirurgia, avalia-se a circulação: pulsos, índice tornozelo-braço (que pode enganar em diabéticos, cujas artérias ficam calcificadas e duras), pressão no dedão e oxigenação da pele. Se necessário, o paciente é encaminhado para revascularização antes.
A prótese de tornozelo é mais exigente: é contraindicada na necrose do tálus, na infecção prévia e no pé de Charcot, situações em que a artrodese ainda é possível.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo