Na semiologia do pé, a ausência de alinhamento do hálux com o primeiro eixo metatarsal no teste de MCBRIDE indica
- luxação sesamoidal.
- retração capsular lateral.
- artrose metatarsofalangiana.
- espasmo da musculatura abdutora do hálux.
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Conceito-chave
No hálux valgo, com o tempo, as estruturas do lado de fora da articulação da base do dedão se encurtam: a cápsula lateral, o ligamento que liga o metatarso ao sesamoide lateral e o tendão do músculo adutor do hálux, que puxa o dedão para fora.
O teste de McBride avalia isso. O examinador tenta trazer o dedão, com a mão, de volta para o alinhamento com o primeiro metatarso. Se o dedão não alinha, é porque essas estruturas do lado de fora estão retraídas e seguram o dedo desviado.
Esse achado tem consequência na cirurgia. A cirurgia de McBride, hoje usada em versões modificadas, inclui como etapa essencial a liberação lateral: soltar a cápsula, o ligamento e o tendão do adutor do lado de fora. Sem essa liberação, mesmo uma boa osteotomia pode não manter o dedo alinhado. Por outro lado, uma liberação exagerada, principalmente com a retirada do sesamoide lateral, pode fazer o dedão desviar para o lado oposto, causando hálux varo, uma complicação clássica da técnica original.
As outras alternativas: a posição dos sesamoides é avaliada na radiografia, e não com essa manobra. A artrose da articulação causa dor e perda de movimento (hálux rígido). E o abdutor do hálux puxa o dedão para dentro; um espasmo dele causaria hálux varo, e não impediria o alinhamento de um hálux valgo.
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