Na pesquisa clínica da ruptura do tendão calcâneo, pede-se ao paciente em decúbito ventral e com as pernas fora da mesa de exame que realize a flexão ativa dos joelhos até 90º. Neste momento observa-se a posição do pé, se está em flexão plantar, neutro ou flexão dorsal. Este teste foi descrito por
- MATLES.
- O’BRIEN.
- COPELAND.
- THOMPSON.
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Conceito-chave
Vários testes clínicos ajudam a diagnosticar a ruptura do tendão calcâneo, e cada um tem nome próprio:
Teste de Matles: o paciente fica de barriga para baixo e dobra ativamente os dois joelhos até 90 graus. Observa-se a posição dos pés. Normalmente, o pé fica levemente apontado para baixo, pela tensão natural do tendão. No lado rompido, o pé cai para a posição neutra ou para cima, porque o tendão não segura mais.
Teste de Thompson (ou de Simmonds): com o paciente de barriga para baixo, o examinador aperta a panturrilha. Se o tendão está inteiro, o pé se move para baixo. Se está rompido, o pé não se mexe.
Teste de O'Brien: uma agulha é colocada no tendão, alguns centímetros acima da inserção. Ao mover o pé passivamente, observa-se se a agulha acompanha o movimento.
Teste de Copeland: um manguito de pressão é colocado na panturrilha e inflado. Ao puxar o pé para cima, a pressão sobe se o tendão estiver inteiro, e não sobe se estiver rompido.
Além dos testes, a palpação de um afundamento no tendão ajuda muito.
Na prática, a combinação do Thompson, do Matles e da palpação é bastante sensível. Ultrassom e ressonância ficam para casos duvidosos. Uma armadilha: o paciente pode conseguir apontar o pé para baixo usando outros músculos, mesmo com o tendão rompido.
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