No pé diabético, segundo a classificação de WAGNER, a presença de exposição de tendões corresponde ao grau
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Conceito-chave
A classificação de Wagner gradua as feridas do pé diabético pela profundidade e pela presença de infecção profunda ou gangrena:
Grau 0: pé de risco, sem ferida (pode haver deformidade ou calo).
Grau 1: úlcera superficial, só na pele.
Grau 2: úlcera profunda, que expõe tendão, cápsula articular ou osso, mas sem abscesso nem infecção do osso.
Grau 3: úlcera profunda com abscesso, osteomielite (infecção do osso) ou infecção da articulação.
Grau 4: gangrena localizada, por exemplo na parte da frente do pé ou no calcanhar.
Grau 5: gangrena do pé inteiro.
A limitação da Wagner é que ela mistura profundidade, infecção e gangrena, mas não avalia separadamente a falta de circulação (isquemia), que pesa muito no prognóstico. Por isso, outras classificações também são usadas: a da Universidade do Texas, que combina a profundidade com a presença de infecção e de isquemia e prevê melhor a chance de amputação, e a WIfI, que avalia ferida, isquemia e infecção.
Para suspeitar de osteomielite, um teste simples é o probe-to-bone: se um estilete estéril introduzido na ferida toca o osso, a chance de infecção óssea é alta. Feridas grandes, VHS elevado e a ressonância também ajudam.
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