Orto Questões

Questão de Pé diabético e neuroartropatia de Charcot (TARO 2015)

Pé e tornozeloPé diabético e neuroartropatia de CharcotTARO 2015

No pé diabético, segundo a classificação de WAGNER, a presença de exposição de tendões corresponde ao grau

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: B · 2

Conceito-chave

A classificação de Wagner gradua as feridas do pé diabético pela profundidade e pela presença de infecção profunda ou gangrena:

Grau 0: pé de risco, sem ferida (pode haver deformidade ou calo).

Grau 1: úlcera superficial, só na pele.

Grau 2: úlcera profunda, que expõe tendão, cápsula articular ou osso, mas sem abscesso nem infecção do osso.

Grau 3: úlcera profunda com abscesso, osteomielite (infecção do osso) ou infecção da articulação.

Grau 4: gangrena localizada, por exemplo na parte da frente do pé ou no calcanhar.

Grau 5: gangrena do pé inteiro.

A limitação da Wagner é que ela mistura profundidade, infecção e gangrena, mas não avalia separadamente a falta de circulação (isquemia), que pesa muito no prognóstico. Por isso, outras classificações também são usadas: a da Universidade do Texas, que combina a profundidade com a presença de infecção e de isquemia e prevê melhor a chance de amputação, e a WIfI, que avalia ferida, isquemia e infecção.

Para suspeitar de osteomielite, um teste simples é o probe-to-bone: se um estilete estéril introduzido na ferida toca o osso, a chance de infecção óssea é alta. Feridas grandes, VHS elevado e a ressonância também ajudam.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo