Na ruptura fechada do tendão calcâneo, o mecanismo de lesão mais comum envolve
- flexão do joelho com o pé plantígrado.
- flexão plantar súbita do tornozelo.
- trauma indireto do tornozelo em flexão plantar.
- flexão dorsal do pé com o joelho em extensão.
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Conceito-chave
O tendão calcâneo (tendão de Aquiles) é a continuação do tríceps sural, o conjunto formado pelo gastrocnêmio e pelo sóleo. O gastrocnêmio cruza o joelho e o tornozelo. Por isso, a tensão sobre o tendão é máxima quando as duas articulações deixam a unidade mais esticada: joelho estendido e tornozelo em dorsiflexão (pé puxado para cima).
A ruptura acontece por trauma indireto, quando o tendão recebe uma carga grande enquanto está nessa posição de estiramento e fazendo força (contração excêntrica). Três cenários são clássicos:
A arrancada, empurrando o chão com a parte da frente do pé enquanto o joelho se estende. É o mais comum.
Uma dorsiflexão súbita e inesperada, como pisar num buraco ou escorregar de um degrau.
Uma dorsiflexão violenta de um pé que estava apontado para baixo, como numa queda de altura.
Em todos eles, o ponto comum é o joelho estendido com o tornozelo em dorsiflexão.
O perfil típico é o homem entre 30 e 50 anos que pratica esporte de forma ocasional. A ruptura costuma acontecer de 2 a 6 cm acima da inserção, uma região com pouco sangue. Alguns remédios aumentam o risco, como os antibióticos do grupo das fluoroquinolonas e os corticoides.
O paciente sente um estalo, como uma pedrada atrás da perna, e há um afundamento palpável no tendão. Uma armadilha: muitos ainda conseguem apontar o pé para baixo, usando outros músculos, e o diagnóstico pode passar despercebido. Os testes de Thompson e de Matles ajudam.
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