A fisiopatologia da artropatia de CHARCOT que acomete o pé, envolve
- trauma de alta energia
- aumento do fluxo sanguíneo local
- aumento da atividade dos osteoblastos
- diminuição da atividade dos osteoclastos
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Conceito-chave
A artropatia de Charcot do pé é a destruição das articulações e dos ossos em pacientes com neuropatia, quase sempre por diabetes. Duas teorias explicam como ela acontece, e elas se completam:
Teoria neurotraumática: sem sensibilidade de proteção, o paciente não percebe pequenos traumas repetidos e continua apoiando o pé machucado, até as articulações se desfazerem.
Teoria neurovascular: a neuropatia também atinge os nervos autonômicos, que controlam a contração dos vasos. Sem esse controle, os vasos se dilatam, abrem-se comunicações diretas entre artérias e veias, e o fluxo de sangue no pé aumenta muito. Esse excesso de sangue (hiperemia) estimula a reabsorção do osso.
No nível das células, a inflamação ativa sinais (como o eixo RANK-RANKL) que deixam os osteoclastos, as células que destroem osso, mais ativos. O osso fica fraco e quebra com cargas comuns. Às vezes, uma simples torção é o gatilho.
Na fase aguda, o pé fica quente, inchado e vermelho, com pulsos fortes, e mais quente que o outro pé. Curiosamente, dói pouco para o tamanho da destruição. Um sinal que ajuda a diferenciar de infecção: a vermelhidão do Charcot diminui quando o pé é elevado. Já uma ferida aberta e exames de inflamação muito altos sugerem infecção.
O tratamento da fase aguda é um gesso de contato total, sem apoio ou com apoio protegido, mantido até a temperatura do pé normalizar, o que leva meses. Depois, o paciente usa uma bota ou órtese de proteção.
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