No tratamento cirúrgico do pé plano, a artrorrise é um procedimento caracterizado pelo
- bloqueio definitivo da articulação subtalar.
- bloqueio temporário da articulação subtalar.
- bloqueio definitivo da articulação talonavicular.
- bloqueio temporário da articulação talonavicular.
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Conceito-chave
A artrorrise subtalar é uma cirurgia para o pé plano flexível, principalmente em crianças. O cirurgião coloca um pequeno implante (um parafuso ou cilindro) no seio do tarso, o túnel entre o tálus e o calcâneo, do lado de fora do pé. O implante funciona como um batente: limita o movimento excessivo do calcâneo para fora (eversão), que causa o desabamento do arco, sem travar a articulação por completo.
O bloqueio é temporário. Muitos implantes são retirados depois de um ou dois anos, ou ao fim do crescimento, com a expectativa de que o pé tenha se remodelado na posição correta.
A indicação é a criança com pé plano flexível que dói e não melhorou com o tratamento sem cirurgia. É importante lembrar que a maioria dos pés planos flexíveis na infância não dá sintomas e não precisa de tratamento. Por isso, a indicação deve ser cuidadosa.
A complicação mais comum é a dor no seio do tarso, onde fica o implante. Ele também pode soltar ou se deslocar.
A artrodese, por outro lado, é o bloqueio definitivo: a fusão da articulação, que abole o movimento. Ela é usada como salvamento em pés rígidos ou com artrose. A artrodese da talonavicular, em especial, elimina quase todo o movimento do retropé.
Outras cirurgias para o pé plano flexível incluem o alongamento da borda de fora do pé (Evans), a osteotomia que desloca o calcâneo para dentro e o alongamento do tendão de Aquiles ou do gastrocnêmio.
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