Na lesão do ligamento colateral lateral do tornozelo do tipo III, o melhor tratamento é o
- cirúrgico com reparo ligamentar direto.
- cirúrgico com reforço com aponeurose local.
- não cirúrgico com repouso, gelo e elevação do membro.
- não cirúrgico com imobilização por 4 semanas sem carga.
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Conceito-chave
A entorse lateral do tornozelo lesa os ligamentos do lado de fora, principalmente o talofibular anterior e o calcaneofibular. Ela é graduada em:
Grau I: estiramento dos ligamentos.
Grau II: ruptura parcial.
Grau III: ruptura completa, com o tornozelo frouxo nos testes (gaveta anterior e inclinação do tálus).
Mesmo no grau III, o tratamento de escolha é não cirúrgico e funcional. Na fase aguda: proteção, gelo, compressão e elevação, com analgesia e uma órtese ou bota nos casos mais graves. Uma imobilização curta, de cerca de 10 dias, pode ajudar nos graus III. Depois, o paciente volta a apoiar conforme tolera, começa a mexer cedo e faz treino de equilíbrio (propriocepção) e fortalecimento dos músculos fibulares, que protegem o tornozelo contra novas entorses.
O motivo é que os resultados finais são equivalentes aos da cirurgia feita logo após a lesão, sem os riscos de problemas na ferida, infecção e lesão de nervos, e com retorno mais rápido.
A cirurgia fica para a instabilidade crônica: quando, depois de três a seis meses de reabilitação bem feita, o paciente continua tendo entorses de repetição. A técnica mais usada é a de Broström-Gould, que reconstrói os ligamentos e os reforça com o retináculo dos extensores.
A imobilização longa, por quatro semanas sem carga, é uma conduta antiga que deixa o tornozelo rígido e fraco e atrasa a recuperação.
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