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Questão de Deformidades congênitas do pé (TARO 2017)

Pé e tornozeloDeformidades congênitas do péTARO 2017

No pé talo vertical, há contratura

  1. do tibial anterior.
  2. da fáscia plantar.
  3. do tibial posterior.
  4. do flexor longo do hálux.
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Gabarito: A · do tibial anterior.

Conceito-chave

O tálus vertical congênito é uma deformidade rara do pé do recém-nascido. O tálus fica quase vertical, e o navicular se desloca para cima, ficando luxado sobre o colo do tálus. Por fora, o pé fica com a planta convexa, em forma de mata-borrão (*rocker-bottom*), com o calcanhar para cima (equino) e a parte da frente apontada para cima e para fora.

O que mantém essa luxação são as estruturas que puxam a parte da frente do pé para cima e que ficam contraídas:

O tibial anterior.

Os extensores dos dedos (extensor longo do hálux e extensor longo dos dedos) e o fibular terceiro.

A cápsula da articulação talonavicular, do lado de cima.

Além disso, o tríceps sural (tendão de Aquiles) fica contraído, mantendo o calcanhar em equino, e os fibulares contribuem para o desvio para fora.

O tibial posterior e os fibulares podem estar deslocados para a frente dos maléolos, mas não são eles que mantêm a deformidade.

O tratamento moderno é a técnica de Dobbs, com gessos seriados que "invertem" a lógica do Ponseti: o pé é manipulado em flexão plantar e inversão para trazer o navicular de volta sobre o tálus. Depois, a articulação talonavicular é fixada com um fio pela pele, e o tendão de Aquiles é cortado (tenotomia). Às vezes também é preciso alongar o tibial anterior e os extensores.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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