No pé talo vertical, há contratura
- do tibial anterior.
- da fáscia plantar.
- do tibial posterior.
- do flexor longo do hálux.
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Conceito-chave
O tálus vertical congênito é uma deformidade rara do pé do recém-nascido. O tálus fica quase vertical, e o navicular se desloca para cima, ficando luxado sobre o colo do tálus. Por fora, o pé fica com a planta convexa, em forma de mata-borrão (*rocker-bottom*), com o calcanhar para cima (equino) e a parte da frente apontada para cima e para fora.
O que mantém essa luxação são as estruturas que puxam a parte da frente do pé para cima e que ficam contraídas:
O tibial anterior.
Os extensores dos dedos (extensor longo do hálux e extensor longo dos dedos) e o fibular terceiro.
A cápsula da articulação talonavicular, do lado de cima.
Além disso, o tríceps sural (tendão de Aquiles) fica contraído, mantendo o calcanhar em equino, e os fibulares contribuem para o desvio para fora.
O tibial posterior e os fibulares podem estar deslocados para a frente dos maléolos, mas não são eles que mantêm a deformidade.
O tratamento moderno é a técnica de Dobbs, com gessos seriados que "invertem" a lógica do Ponseti: o pé é manipulado em flexão plantar e inversão para trazer o navicular de volta sobre o tálus. Depois, a articulação talonavicular é fixada com um fio pela pele, e o tendão de Aquiles é cortado (tenotomia). Às vezes também é preciso alongar o tibial anterior e os extensores.
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