No pé plano adquirido do adulto, estágio III de JOHNSON-STROM, o tratamento cirúrgico é:
- artrodese modelante do retropé
- osteotomia de KOUTSOUGIANNIS
- alongamento isolado da coluna lateral
- transposição do flexor longo do hálux para o navicular
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Conceito-chave
O pé plano adquirido do adulto costuma ser causado pela falência do tendão tibial posterior, que passa atrás do maléolo medial e sustenta o arco. Quando ele falha, o arco desaba, o calcanhar vira para fora e a parte da frente do pé se desvia para fora. Johnson e Strom classificaram essa doença em estágios (o estágio IV foi acrescentado por Myerson):
Estágio I: inflamação ou degeneração do tendão, sem deformidade. Tratamento sem cirurgia ou limpeza do tendão.
Estágio II: pé plano flexível, que ainda pode ser corrigido com a mão. O paciente não consegue ficar na ponta de um pé só, e, olhando por trás, veem-se "dedos demais" do lado de fora. Tratamento com reconstrução: transferência do flexor longo dos dedos para substituir o tibial posterior, osteotomia que desloca o calcâneo para dentro (Koutsogiannis), às vezes alongamento da borda de fora do pé (Evans).
Estágio III: deformidade rígida do retropé, que não corrige mais, muitas vezes com artrose. Não há como reconstruir um pé que não volta à posição. O tratamento é a artrodese modelante: fundir as articulações do retropé (tríplice artrodese ou dupla) já na posição correta, deixando o pé apoiado de forma plana e estável.
Estágio IV: além do estágio III, o tornozelo também se inclina para fora, porque o ligamento deltoide falhou.
Em 2020, um consenso renomeou a doença como deformidade progressiva do pé plano colapsante, com uma classificação mais detalhada por componentes.
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