Paciente com artropatia de CHARCOT no pé, classificada como tipo 2 de BRODSKY, deve ser submetido a:
- ressecção óssea
- tríplice artrodese
- artrodese do mediopé
- osteotomia do mediopé
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A artropatia de Charcot do pé é a destruição das articulações em pessoas que perderam a sensibilidade, quase sempre por neuropatia diabética. Sem sentir dor, o paciente continua apoiando o pé enquanto os ossos se fragmentam e as articulações se desfazem, e o pé vai se deformando.
Brodsky classificou o Charcot pelo local acometido, e cada tipo pede uma cirurgia diferente:
Tipo 1, médio-pé (o mais comum): articulações entre o tarso e os metatarsos e entre o navicular e os cuneiformes. Quando o pé está estável e apoia bem, basta retirar a saliência óssea que machuca a planta (exostectomia). Quando está instável, faz-se a fusão do médio-pé.
Tipo 2, retropé: as três articulações do retropé, a subtalar, a talonavicular e a calcaneocuboídea. O tratamento cirúrgico é a tríplice artrodese, a fusão dessas três articulações.
Tipo 3A, tornozelo: fusão do tornozelo, muitas vezes junto com a subtalar, usando uma haste que entra pelo calcanhar.
Tipo 3B: fratura da tuberosidade do calcâneo.
Outro conceito importante é a fase da doença, pelos estágios de Eichenholtz: no início, o pé fica quente e inchado e os ossos se fragmentam. Nessa fase, o tratamento é imobilizar com um gesso de contato total, sem apoio. A cirurgia geralmente é feita depois, quando o pé está deformado e instável, com úlceras que voltam ou sem conseguir apoiar a planta no chão. Ela segue o princípio da "superconstrução": fixação longa e forte, além da zona destruída.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo