No tratamento cirúrgico de uma coalizão talocalcaneana, o objetivo é:
- reduzir a dor
- retirar a coalizão
- aumentar o arco de movimento
- restabelecer o arco longitudinal
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Conceito-chave
Uma coalizão tarsal é uma ponte anormal (de osso, cartilagem ou tecido fibroso) entre dois ossos do tarso, presente desde o nascimento. Ela trava o movimento entre eles e, geralmente na adolescência, começa a doer. A coalizão talocalcânea une o tálus ao calcâneo, geralmente na faceta média da articulação subtalar, e aparece por volta dos 12 aos 16 anos. É suspeitada pelo "sinal do C" na radiografia de perfil e confirmada pela tomografia.
O tratamento começa sem cirurgia: palmilhas, uma bota gessada por algumas semanas ou infiltração. Quando isso falha, a cirurgia tem um objetivo claro: aliviar a dor.
As técnicas variam conforme o caso:
Ressecar a ponte e colocar um material entre os ossos para ela não se refazer (gordura, cera óssea ou tendão). Funciona melhor quando a ponte é pequena, não há artrose e o pé não está muito plano. O alívio da dor é consistente, mas o ganho de movimento é modesto e imprevisível.
Ressecar a ponte e corrigir o pé plano com uma osteotomia do calcâneo, quando o pé está muito desviado, porque a ressecção sozinha não corrige o arco.
Artrodese (fundir a articulação), quando a ponte é grande, já existe artrose ou a ressecção falhou. Ela abole o movimento e, mesmo assim, resolve a dor.
Ou seja: retirar a coalizão é uma técnica, e não o objetivo. Em vários casos, a dor é resolvida justamente fundindo a articulação.
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