A vascularização da diáfise da tíbia não fraturada se dá principalmente por ramos da artéria tibial:
- anterior, com predomínio da vascularização medular
- anterior, com predomínio da vascularização periosteal
- posterior, com predomínio da vascularização medular
- posterior, com predomínio da vascularização periosteal
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Conceito-chave
A diáfise da tíbia recebe sangue de três sistemas:
Endosteal (ou medular): vem da artéria nutrícia, um ramo da artéria tibial posterior. Ela entra no osso pela parte de trás e de fora, no terço de cima da tíbia, logo abaixo de uma crista chamada linha do sóleo, e desce pelo canal. Irriga os dois terços de dentro da cortical, num fluxo de dentro para fora. No osso íntegro, é o sistema predominante.
Periosteal: vem dos vasos que chegam ao periósteo pelas inserções dos músculos. Irriga o terço de fora da cortical.
Metafisário: irriga as pontas do osso.
Quando a tíbia fratura, a artéria nutrícia é rompida, principalmente nas fraturas segmentares e nas do terço de baixo. Os fragmentos passam a depender do periósteo e dos músculos ao redor.
Isso tem consequências práticas:
Descolar demais o periósteo para colocar uma placa prejudica a consolidação. Por isso se preferem técnicas que preservam as partes moles, com pequenas incisões.
A haste fresada lesa o sistema medular, mas ele se regenera em semanas.
A face da frente e de dentro da tíbia fica logo abaixo da pele, sem músculos por cima, e seu periósteo é mais vulnerável.
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