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Questão de Anatomia do pé e tornozelo (TARO 2018)

Pé e tornozeloAnatomia do pé e tornozeloTARO 2018

A vascularização da diáfise da tíbia não fraturada se dá principalmente por ramos da artéria tibial:

  1. anterior, com predomínio da vascularização medular
  2. anterior, com predomínio da vascularização periosteal
  3. posterior, com predomínio da vascularização medular
  4. posterior, com predomínio da vascularização periosteal
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Gabarito: C · posterior, com predomínio da vascularização medular

Conceito-chave

A diáfise da tíbia recebe sangue de três sistemas:

Endosteal (ou medular): vem da artéria nutrícia, um ramo da artéria tibial posterior. Ela entra no osso pela parte de trás e de fora, no terço de cima da tíbia, logo abaixo de uma crista chamada linha do sóleo, e desce pelo canal. Irriga os dois terços de dentro da cortical, num fluxo de dentro para fora. No osso íntegro, é o sistema predominante.

Periosteal: vem dos vasos que chegam ao periósteo pelas inserções dos músculos. Irriga o terço de fora da cortical.

Metafisário: irriga as pontas do osso.

Quando a tíbia fratura, a artéria nutrícia é rompida, principalmente nas fraturas segmentares e nas do terço de baixo. Os fragmentos passam a depender do periósteo e dos músculos ao redor.

Isso tem consequências práticas:

Descolar demais o periósteo para colocar uma placa prejudica a consolidação. Por isso se preferem técnicas que preservam as partes moles, com pequenas incisões.

A haste fresada lesa o sistema medular, mas ele se regenera em semanas.

A face da frente e de dentro da tíbia fica logo abaixo da pele, sem músculos por cima, e seu periósteo é mais vulnerável.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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