Na lesão crônica do tendão calcâneo, a técnica de Boswoth utiliza o:
- tendão do músculo fibular curto
- “flap” do próprio tendão calcâneo
- tendão do músculo flexor longo do hálux
- tendão do músculo flexor longo dos dedos
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Na ruptura antiga (crônica) do tendão calcâneo (Aquiles), o problema não é só costurar: as pontas do tendão retraíram e entre elas fica uma falha. O tratamento depende do tamanho dessa falha depois de retirar o tecido doente:
Falhas pequenas podem ser suturadas diretamente.
Falhas intermediárias podem ser fechadas avançando o tendão, com um alongamento em V-Y da parte de cima, no músculo gastrocnêmio.
Falhas grandes precisam de reforço, com transferência de outro tendão ou com enxerto.
As técnicas se dividem em duas famílias.
Usar o próprio tendão. A técnica de Bosworth retira uma tira central da parte de cima do tendão (da aponeurose do gastrocnêmio), mantendo-a presa embaixo, e a rebate para baixo, como uma aba (*flap*), cobrindo e preenchendo a falha. Outras variações seguem a mesma ideia.
Transferir outro tendão. A transferência mais usada hoje é a do flexor longo do hálux: ele é forte, trabalha na mesma fase do movimento que o tríceps sural, e seu músculo, que fica perto, leva sangue à região. Outras opções históricas são o flexor longo dos dedos (técnica de Mann) e o fibular curto (técnica de Turco e White), este último com o custo de perder um músculo que vira o pé para fora.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo