A instabilidade da 2ª articulação metatarsofalângicas classificada por Coughlin, Baumfeld e Nery como grau 3 apresenta um desvio:
- grave, com uma deformidade em martelo rígida
- moderado, com deformidade que alarga o espaço interdigital
- moderado, com deformidade lateral e hiperextensão do dedo
- grave, com deformidade dorsal e possível sobreposição dos dedos
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Conceito-chave
A instabilidade da segunda articulação metatarsofalângica (a articulação da base do segundo dedo) é causada principalmente pela ruptura ou desgaste da placa plantar, uma estrutura fibrosa espessa que fica embaixo da articulação e impede o dedo de subir e sair do lugar. Os fatores de risco incluem o segundo metatarso mais longo que o primeiro, o hálux valgo (que tira o apoio do segundo dedo) e a sobrecarga da parte da frente do pé.
Coughlin, Baumfeld e Nery classificaram essa instabilidade de acordo com o desvio do dedo:
Grau 0: alinhamento normal, só dor.
Grau 1: desvio leve, que alarga o espaço entre os dedos.
Grau 2: desvio moderado, para dentro, para fora ou para cima, com o dedo em hiperextensão.
Grau 3: desvio grave, para cima, em que o segundo dedo cruza e pode ficar por cima do dedão (o chamado *crossover toe*).
Grau 4: o dedo está luxado para cima, com um dedo em martelo rígido.
No exame, o teste da gaveta (empurrar o dedo para cima e para baixo, como um Lachman da articulação) mostra a instabilidade, e o "sinal do papel" mostra que o dedo perdeu força para prender um papel contra o chão. O tratamento cirúrgico inclui o reparo da placa plantar, muitas vezes com encurtamento do metatarso (osteotomia de Weil), e, nos casos avançados, transferência de tendão.
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