A lesão osteocondral anterolateral do tálus tem como mecanismo de trauma a:
- inversão e dorsiflexão do tornozelo
- eversão e dorsiflexão do tornozelo
- inversão e flexão plantar do tornozelo
- eversão e flexão plantar do tornozelo
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Conceito-chave
As lesões osteocondrais do tálus são lesões da cartilagem e do osso logo abaixo dela na tróclea do tálus, a parte de cima do osso que se encaixa na pinça do tornozelo. Berndt e Harty descreveram, em 1959, dois padrões principais, cada um com seu mecanismo:
Lesão anterolateral (na parte da frente e de fora da tróclea): acontece com inversão do tornozelo (pé virado para dentro) associada a dorsiflexão (pé puxado para cima). Nessa posição, a borda lateral do tálus é esmagada e cisalhada contra a fíbula. A lesão costuma ser rasa, em forma de lasca fina, quase sempre ligada a um trauma claro, e tem mais tendência a se soltar.
Lesão posteromedial (na parte de trás e de dentro): acontece com inversão associada a flexão plantar (pé apontado para baixo) e rotação da tíbia. Costuma ser mais profunda, em forma de taça, nem sempre tem um trauma marcante e forma mais cistos. Estudos com ressonância mostram que as lesões mediais são as mais frequentes e muitas vezes ficam mais no centro da tróclea.
Na prática, deve-se suspeitar de lesão osteocondral quando uma entorse continua doendo por mais de algumas semanas, com inchaço ou sensação de travamento. A ressonância faz o diagnóstico, e a tomografia mede melhor o fragmento de osso.
O tratamento depende do tamanho e da estabilidade: lesões estáveis e com poucos sintomas podem ser tratadas sem cirurgia; as instáveis ou que não melhoram podem receber microfraturas, fixação do fragmento ou enxerto de osso com cartilagem.
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