No pé cavo varo infantil, o retropé se encontra em:
- eversão e o antepé pronado em relação ao retropé
- inversão e o antepé pronado em relação ao retropé
- inversão e o antepé supinado em relação ao retropé
- eversão e o antepé supinado em relação ao retropé
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Conceito-chave
No pé cavovaro, o arco é alto e o calcanhar fica virado para dentro. A deformidade costuma começar na frente do pé e se propagar para trás:
O músculo fibular longo, que continua forte, vence o tibial anterior, que está fraco, e puxa a cabeça do primeiro metatarso para baixo (plantiflexão do primeiro raio).
Com o primeiro metatarso mais baixo que os outros, a parte da frente do pé fica pronada em relação ao retropé.
Para o pé apoiar no chão de forma estável, o calcanhar compensa virando para dentro, em inversão (varo). O tibial posterior forte, contra o fibular curto fraco, também ajuda nesse desvio.
Com o tempo, o varo do calcanhar, que no início era só uma compensação, fica rígido.
O teste de Coleman separa essas fases. Coloca-se um bloco sob a borda de fora do pé, deixando o primeiro metatarso livre para cair. Se o calcanhar se corrige, o varo ainda é flexível e secundário ao antepé, e a cirurgia é feita no antepé. Se não se corrige, o varo já é fixo, e é preciso também uma osteotomia do calcâneo.
Na criança, um pé cavovaro de um só lado ou que piora exige investigar uma causa neurológica: medula presa, malformações da medula, tumores ou doenças como Charcot-Marie-Tooth (a causa mais comum quando é dos dois lados). A ressonância da coluna e a eletroneuromiografia ajudam.
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