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Questão de Deformidades congênitas do pé (TARO 2019)

Pé e tornozeloDeformidades congênitas do péTARO 2019

No pé metatarso varo, tratado com gesso seriado, o fulcro para a correção da deformidade deve ser na articulação:

  1. talonavicular
  2. talocalcaneana
  3. calcaneocuboídea
  4. cuboideometatarsal
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Gabarito: D · cuboideometatarsal

Conceito-chave

O metatarso varo (ou metatarso aduto) é a deformidade do pé mais comum no recém-nascido. A parte da frente do pé (antepé) fica virada para dentro, desviada nas articulações entre o tarso e os metatarsos. O retropé é normal: não há pé apontado para baixo (equino) nem calcanhar virado para dentro de forma fixa. Isso o diferencia do pé torto congênito.

A gravidade pode ser avaliada pela classificação de Bleck, que observa por onde passa uma linha que divide o calcanhar ao meio: no pé normal, ela passa entre o segundo e o terceiro dedos; quanto mais ela se desloca para fora, maior a deformidade. A flexibilidade também é avaliada.

A maioria dos casos flexíveis melhora sozinha ou com alongamentos. Os rígidos são tratados com gesso seriado, e a técnica tem um detalhe essencial: o ponto de apoio (fulcro) usado para empurrar o antepé para fora deve ficar no cuboide, na articulação cuboideometatarsal, que é onde a deformidade está. O retropé é mantido em posição neutra.

O erro clássico é usar como fulcro a cabeça do tálus, como se faz no pé torto (técnica de Ponseti). No metatarso varo, isso empurra o calcanhar, que era normal, para valgo, e cria uma deformidade nova, o pé em serpentina (*skewfoot*), com o antepé para dentro e o retropé para fora.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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