Na doença do tendão calcâneo, o termo tendinose refere-se à lesão:
- reversível com processo inflamatório
- reversível sem processo inflamatório
- irreversível com processo inflamatório
- irreversível sem processo inflamatório
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Conceito-chave
As doenças do tendão calcâneo (tendão de Aquiles) recebem nomes diferentes conforme o que está acontecendo no tecido, e cada nome indica um tratamento diferente:
Paratendinite: inflamação do paratendão, a membrana fina que envolve o tendão por fora. Há inflamação de verdade, e o quadro pode ser revertido.
Tendinose: degeneração dentro do próprio tendão, sem inflamação. É uma lesão estabelecida, que não volta ao normal sozinha.
As duas podem coexistir.
Ao microscópio, a tendinose mostra colágeno desorganizado (com mais colágeno tipo III, mais fraco), vasos novos e imaturos acompanhados de terminações nervosas (o que explica a dor), uma substância gelatinosa (degeneração mucoide) e muitas células, mas nenhuma célula inflamatória.
Isso tem consequência direta no tratamento. Como não há inflamação, os anti-inflamatórios ajudam pouco. A base do tratamento é o exercício excêntrico: o paciente fica na ponta dos pés e desce o calcanhar devagar, com o tendão fazendo força enquanto se alonga (protocolo de Alfredson). Esse estímulo ajuda o tendão a se reorganizar. Outras opções incluem ondas de choque e, nos casos que não melhoram, cirurgia para retirar o tecido doente.
A tendinose pode ser não insercional, a 2 a 6 cm do calcanhar, numa região com pouco sangue, ou insercional, junto ao osso do calcanhar.
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