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Questão de Osteoporose: diagnóstico (OrtoQuestões Simulados)

OsteometabólicasOsteoporose: diagnósticoOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Após a cirurgia de fratura do quadril, a mortalidade em 1 ano relatada no Rockwood é de cerca de

  1. 5%.
  2. 15%.
  3. 30%.
  4. 50%.
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Gabarito: C · 30%.

Conceito-chave

Uma fratura que mata. O Rockwood (capítulo 4, Treatment Effects and Complications: Mortality) lembra que a mortalidade após a cirurgia de fratura do quadril continua alta. A mortalidade em 1 ano é relatada em 30%, e um dos estudos acompanhou os pacientes por uma média de 3,7 anos (0 a 9) e registrou mortalidade global de 80%.

Por que tanta mortalidade. O capítulo aponta três explicações que se somam:

  • A cirurgia e a recuperação agravam doenças clínicas subjacentes.
  • Viés de seleção: quem fratura o quadril é, em geral, mais frágil e mais doente; a fratura é também um marcador de fragilidade.
  • Novas fraturas nessa população vulnerável contribuem para a mortalidade.

O risco da segunda fratura. Numa coorte de 115.776 pacientes acima de 65 anos, o risco de fratura do quadril após qualquer fratura índice foi de 19%, e de 33% quando a fratura índice era do próprio quadril, com tempo mediano de 1,5 ano até a segunda fratura do quadril. Ou seja, a janela para prevenir a próxima fratura é curta.

O tratamento da osteoporose reduz a mortalidade.

  • HORIZON: o ácido zoledrônico, 5 mg por ano, dado após fratura do quadril, reduziu a mortalidade global em 28% (9,8% contra 13,3% em seguimento mediano de 1,9 ano) e as fraturas clínicas (8,6% contra 13,9%).
  • Registro de Taiwan (45.226 pacientes): o tratamento da osteoporose após cirurgia de fratura do quadril reduziu a mortalidade por todas as causas. Ácido zoledrônico e denosumabe tiveram redução maior que os bifosfonatos orais (razão de risco de mortalidade de 0,70 e 0,64 em relação a não tratar), e os orais também foram melhores que nenhum tratamento.
  • O receio de prejudicar a consolidação não se confirmou nos estudos citados, e a ASBMR apoia iniciar bifosfonato ainda no hospital.

Quem fratura deve ser avaliado. O capítulo descreve o serviço de ligação de fratura (fracture liaison service), que oferece densitometria rotineiramente aos pacientes acima de 50 anos com fratura por fragilidade; num estudo, a proporção de investigados passou de cerca de 10% para mais de 90%, com boa relação custo-efetividade. Pelas recomendações citadas da National Osteoporosis Foundation, a fratura do quadril ou vertebral já é indicação de tratamento em mulheres na pós-menopausa e homens a partir de 50 anos, independentemente da densitometria.

Números de epidemiologia do mesmo capítulo. Mulher branca de 50 anos na América do Norte: risco remanescente de fratura do quadril de 17,5%; homem: 6%. No Reino Unido, risco de qualquer fratura após os 50 anos de 53% nas mulheres e 21% nos homens.

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