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Questão de Outros temas osteometabólicos (OrtoQuestões Simulados)

OsteometabólicasOutros temas osteometabólicosOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

O aspecto radiográfico típico da displasia fibrosa é

  1. o trabeculado grosseiro com espessamento cortical.
  2. a lesão lítica expansiva em vidro fosco.
  3. a metáfise em frasco de Erlenmeyer.
  4. a presença de pseudofraturas nas costelas e na pelve.
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Gabarito: B · a lesão lítica expansiva em vidro fosco.

Conceito-chave

Uma mutação somática que imita hormônios. O Rockwood (capítulo 4, Fibrous Dysplasia) explica que a displasia fibrosa é causada por mutações somáticas de ganho de função no gene GNAS1, que codifica a proteína Gs-alfa. Essa proteína transmite o sinal de vários receptores acoplados à proteína G: do PTH, do hormônio estimulador de melanócitos, do hormônio liberador de gonadotrofinas e do TSH. A mutação ativa o sinal como se o hormônio estivesse sempre ligado.

Clínica. A apresentação típica é dor óssea com lesões osteolíticas locais, expansão do osso e fraturas patológicas. Pode haver disfunção endócrina, especialmente puberdade precoce, e manchas café com leite na pele: é a síndrome de McCune-Albright, que se explica pela mesma mutação agindo nos receptores de outros tecidos. Muito raramente há transformação maligna, a ser suspeitada se houver aumento súbito de dor e volume.

Imagem. A radiografia mostra lesões focais, predominantemente osteolíticas, com expansão óssea, tipicamente descritas como em vidro fosco (Figura 4-9A: fêmur proximal e hemipelve acometidos, com uma fratura por estresse no lado medial do colo). Algumas lesões parecem mais agressivas, com festonamento e afilamento da cortical, e o diagnóstico diferencial pode incluir lesões benignas e malignas. A cintilografia delimita a extensão e mostra captação focal aumentada (Figura 4-9B, doença poliostótica).

Bioquímica. Pode ser normal; fosfatase alcalina e marcadores de remodelação podem subir na doença extensa. Pode haver hipofosfatemia, associada à produção de FGF23, mais comum na McCune-Albright e, menos, na forma poliostótica.

Tratamento. Sintomático. Bifosfonatos venosos são usados para a dor, com evidência fraca (estudos observacionais); os orais não reduziram a dor em ensaios randomizados. O denosumabe foi tentado, inclusive em quem não respondeu ao bifosfonato, com melhora dos marcadores e da dor em até dois terços em estudos retrospectivos. A cirurgia trata fraturas e deformidades e protege lesões sintomáticas com cortical fina e festonada.

As outras imagens "assinatura" do capítulo. A banca gosta de cruzar a doença com o seu aspecto radiográfico, e o capítulo oferece um conjunto completo:

DoençaAspecto radiográfico descrito
Displasia fibrosalesão lítica expansiva em vidro fosco
Doença de Pagetosso expandido, trabeculado grosseiro, cortical espessa, áreas de lise e esclerose
Osteopetroseosteosclerose, cortical espessa, canal medular reduzido, metáfise em frasco de Erlenmeyer
Osteomaláciaosteopenia e pseudofraturas em costelas, pelve e ossos longos
Hiperparatireoidismo primárioerosões subperiosteais e reabsorção do tufo distal
Raquitismo hipofosfatêmicoarqueamento, entesopatia e fraturas por estresse

Note que a biópsia da doença de Paget também é usada para diferenciá-la da displasia fibrosa e de outras causas de esclerose.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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