A osteopetrose grave, que se manifesta na infância com falência medular, cegueira e paralisia de nervos cranianos, tem herança
- autossômica dominante, e o tratamento é o interferon-gama.
- autossômica dominante, e o tratamento é o transplante de medula óssea.
- autossômica recessiva, e o tratamento é o interferon-gama.
- autossômica recessiva, e o tratamento é o transplante de medula óssea.
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Conceito-chave
O oposto da osteoporose. O Rockwood (capítulo 4, Osteopetrosis) define a osteopetrose como um grupo de doenças hereditárias com massa óssea alta por defeito na reabsorção. São raras: a forma recessiva tem incidência de cerca de 1 em 250.000, e a dominante, de cerca de 1 em 20.000. Se o osteoclasto não reabsorve, o osso se acumula, a cavidade medular diminui ou desaparece e os forames do crânio se estreitam.
Dois mecanismos. As mutações afetam os genes que regulam a diferenciação do osteoclasto (osteopetrose "pobre em osteoclastos", como as mutações de RANK e RANKL) ou os genes envolvidos na própria reabsorção (osteopetrose "rica em osteoclastos": o osteoclasto existe, mas não funciona). A Tabela 4-7 lista exemplos ligados à fisiologia que o capítulo descreveu no início: anidrase carbônica (gera os íons hidrogênio), subunidade da bomba de prótons, canal de cloreto (CLCN7), formação da borda pregueada e adesão do osteoclasto à superfície óssea. Lembre que o osteoclasto reabsorve osso secretando ácido clorídrico e catepsina K sob a borda pregueada; qualquer peça desse sistema que falhe impede a reabsorção.
As duas formas clínicas.
| Forma grave | Forma do adulto (Albers-Schönberg) | |
|---|---|---|
| Herança | autossômica recessiva | autossômica dominante |
| Início | infância | adulto, às vezes achado incidental |
| Quadro | déficit de crescimento, dentição tardia, paralisia de nervos cranianos (forames estreitos), cegueira, anemia e infecções de repetição por falência medular | dor óssea, paralisia de nervos cranianos, osteomielite, artrose e fraturas |
| Gene | vários (Tabela 4-7) | CLCN7 em heterozigose, efeito dominante negativo |
| Tratamento | transplante de medula óssea (exceto na forma por mutação do RANKL) | de suporte; interferon-gama para melhorar a contagem sanguínea e reduzir infecções |
Por que o transplante de medula funciona. O osteoclasto deriva da linhagem hematopoética, como o capítulo mostra na Figura 4-2. Um transplante de medula fornece precursores de osteoclasto normais, capazes de reabsorver osso. Por isso funciona na maioria das formas recessivas, mas não na forma "pobre em osteoclastos" por mutação do RANKL: o RANKL é produzido por células do estroma, osteócitos e linfócitos T, e não pelo precursor do osteoclasto; trocar a medula não corrige o sinal que falta.
Investigação e imagem. Anemia, leucopenia e trombocitopenia. Radiografias com densidade óssea aumentada (osteosclerose e cortical espessa), com cavidade medular diminuída na forma dominante e ausente nas formas graves. A Figura 4-11 mostra a sequela de fraturas bilaterais do quadril e o aspecto em frasco de Erlenmeyer da metáfise distal do fêmur, com o canal medular quase ausente. O diagnóstico molecular pode ser feito por sequenciamento do exoma.
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