Na osteogênese imperfeita, mais de 90% dos casos decorrem de mutações nos genes do colágeno tipo
- I, e o tipo I de Sillence é a forma leve com escleras azuladas.
- I, e o tipo I de Sillence é a forma letal perinatal.
- II, e o tipo I de Sillence é a forma leve com escleras azuladas.
- II, e o tipo I de Sillence é a forma letal perinatal.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Doença da proteína estrutural do osso. O Rockwood (capítulo 4, Osteogenesis Imperfecta) define a osteogênese imperfeita como um grupo de doenças hereditárias com fragilidade óssea acentuada e múltiplas fraturas de baixa energia, que em geral se manifestam na infância. Mais de 90% dos casos são causados por mutações nos genes COL1A1 e COL1A2, que codificam o colágeno tipo I, a principal proteína estrutural do osso. Lembre, da fisiologia do capítulo, que o colágeno tipo I é formado por duas cadeias alfa-1 e uma alfa-2 em tripla hélice: COL1A1 codifica a alfa-1, COL1A2 a alfa-2.
Dois tipos de defeito, dois graus de gravidade.
- Menos colágeno normal: mutações que reduzem a produção de colágeno (por exemplo, degradação do RNA de um alelo mutado) causam a forma leve.
- Colágeno anormal: mutações que produzem cadeias anormais, rapidamente degradadas e que desestabilizam a tripla hélice, causam formas mais graves.
Um estudo sueco citado no capítulo mostrou, porém, que 32% da forma leve resultava de mutações que alteram a proteína, e não da redução da produção.
A classificação de Sillence. Hoje se reconhecem 18 subtipos clínicos, mas a maioria cabe nos quatro tipos de Sillence:
| Tipo | Gravidade | Característica |
|---|---|---|
| I | leve | escleras azuladas; produção reduzida de colágeno |
| II | letal | morte intrauterina ou neonatal; mutação que desestabiliza muito o colágeno |
| III | muito grave | múltiplas fraturas e deformidade esquelética grave |
| IV | intermediária | gravidade entre o I e o III |
Outros genes. Mutações em vários outros genes causam o mesmo fenótipo (Tabela 4-6): genes que modificam o colágeno depois de produzido (por exemplo, CRTAP, LEPRE1 e PPB, que hidroxilam uma prolina crítica da cadeia alfa-1), que estabilizam ou fazem as ligações cruzadas do colágeno, ou que regulam a diferenciação do osteoblasto (como SP7 e WNT1). A maioria desses tem herança autossômica recessiva, enquanto COL1A1 e COL1A2 são dominantes.
Evolução clínica. A maior carga de fraturas é na infância e adolescência, e a taxa cai depois, mas permanece cerca de 100 vezes maior que na população da mesma idade e sexo ao longo da vida (Figura 4-10). Algumas formas leves só aparecem no adulto, como osteoporose com fraturas. A densidade pode ser baixa, normal ou alta, e a bioquímica de rotina costuma ser normal.
Tratamento. Multidisciplinar: tratamento cirúrgico das fraturas e correção das deformidades, fisioterapia e terapia ocupacional. Os bifosfonatos (pamidronato ou ácido zoledrônico venoso na criança) são muito usados, mas há evidência limitada de que previnam fraturas. Um estudo com teriparatida em 79 pacientes mostrou resposta anabólica significativa ao menos no tipo I, sem demonstração de redução de fraturas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo