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Questão de Osteoporose: tratamento (OrtoQuestões Simulados)

OsteometabólicasOsteoporose: tratamentoOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Segundo a American Society for Bone and Mineral Research, a fratura femoral atípica se origina na cortical

  1. lateral e, quando completa, apresenta espícula lateral.
  2. lateral e, quando completa, apresenta espícula medial.
  3. medial e, quando completa, apresenta espícula lateral.
  4. medial e, quando completa, apresenta espícula medial.
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Gabarito: B · lateral e, quando completa, apresenta espícula medial.

Conceito-chave

Uma fratura descrita há pouco tempo. O Rockwood (capítulo 4, Atypical Femur Fractures) lembra que os bifosfonatos são usados desde os anos 1990, mas a fratura femoral atípica só foi descrita há cerca de 15 anos. Ela também ocorre com denosumabe e, curiosamente, em pessoas sem nenhuma exposição a bifosfonato, embora a exposição seja bem maior nas atípicas do que nas fraturas subtrocantéricas e diafisárias comuns.

Os critérios da ASBMR (quatro de cinco).

  1. Trauma mínimo ou ausente.
  2. Origem na cortical lateral, com traço predominantemente transverso.
  3. Fraturas completas com espícula medial; as incompletas acometem apenas a cortical lateral.
  4. Ausência de cominuição ou cominuição mínima.
  5. Espessamento periosteal ou endosteal localizado na cortical lateral.

Entendendo a lógica mecânica. O fêmur tem um arco natural; sob carga, a cortical lateral fica em tração, e é nela que se acumulam as microlesões. O traço começa ali como fratura por estresse, transversa, e progride para medial. Quando completa, a ponta medial que fica por último cria a espícula medial. O espessamento localizado na cortical lateral (o "bico", beaking) é a reação do osso a essa sobrecarga crônica. O capítulo nota que o arqueamento em varo maior, mais comum na população asiática, pode contribuir para a maior incidência e dificulta a fixação.

Um espectro, não um evento único. As atípicas vão de reação atípica (espessamento cortical e reação periosteal), a fratura por estresse atípica (com linha radiolucente atravessando a cortical lateral), até a fratura completa. A distinção orienta a conduta (veja a questão de imagem deste capítulo).

Fatores de risco (estudo com cerca de 196.000 mulheres em bifosfonato e 277 fraturas atípicas): maior duração do tratamento, especialmente após 5 anos; etnia asiática em comparação com a branca; altura; peso; uso de glicocorticoide. A etnia asiática parece ser fator independente mesmo controlando geometria e comprimento do fêmur.

O balanço risco e benefício. Em 10.000 mulheres brancas tratadas por 3 anos, houve 2 fraturas atípicas, 149 fraturas do quadril evitadas e 541 fraturas clínicas evitadas; em 5 anos, 8 atípicas, 286 quadris e 859 fraturas clínicas evitados. Nas asiáticas, o perfil foi menos favorável (8 atípicas para 91 quadris evitados em 3 anos). O risco existe, mas é muito menor que o benefício na maioria dos pacientes.

Depois da fratura atípica. Suspender o antirreabsortivo e, se precisar continuar o tratamento da osteoporose, trocar por anabólico (análogo do PTH). Esses pacientes têm risco igual ou maior de fratura osteoporótica que quem teve uma fratura osteoporótica maior, e devem ser considerados para tratamento continuado. O lado contralateral deve sempre ser avaliado por imagem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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