O raloxifeno reduz o risco de fraturas
- vertebrais, e tem como efeito adverso a trombose venosa.
- vertebrais, e tem como efeito adverso a osteonecrose da mandíbula.
- do quadril, e tem como efeito adverso a trombose venosa.
- do quadril, e tem como efeito adverso a osteonecrose da mandíbula.
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Conceito-chave
Um modulador seletivo do receptor de estrogênio. O Rockwood (capítulo 4, Raloxifene) classifica o raloxifeno entre os SERMs (selective estrogen receptor modulators): age como agonista do receptor de estrogênio no osso e como antagonista em outros tecidos, principalmente a mama. É um antirreabsortivo, dado por via oral, 60 mg por dia.
Por que o estrogênio importa para o osso. O capítulo explica que a reabsorção osteoclástica é estimulada por PTH, 1,25-di-hidroxivitamina D, hormônio tireoidiano e hormônio do crescimento, e inibida por estrogênio e androgênios. Na menopausa, a perda do estrogênio libera a reabsorção; o hipogonadismo no adulto causa perda óssea com desacoplamento entre reabsorção e formação. Até a proteção da testosterona no homem se dá, segundo as evidências atuais, por conversão periférica em estrogênio (aromatização). O raloxifeno reproduz o efeito do estrogênio no osso sem o efeito estrogênico na mama.
A eficácia é restrita à coluna. O raloxifeno reduziu o risco de fraturas vertebrais em cerca de 30% em mulheres na pós-menopausa com osteoporose, mas não previne fraturas não vertebrais nem do quadril. Por isso, diz o capítulo, é pouco usado. É uma diferença importante em relação aos bifosfonatos, ao denosumabe e à reposição hormonal, que reduzem também a fratura do quadril.
Efeitos adversos. Fogachos, cãibras e aumento do risco de trombose venosa. É o mesmo tipo de risco da reposição hormonal, que o capítulo descreve como eficaz para prevenir fraturas vertebrais, não vertebrais e do quadril, mas pouco usada em mulheres mais velhas por aumentar o risco de doença cardiovascular, trombose venosa e câncer de mama; é uma opção valiosa em mulheres abaixo de 60 anos.
Onde o raloxifeno ainda aparece. Depois da teriparatida, o capítulo cita o raloxifeno, junto com alendronato e ácido zoledrônico, como eficaz para manter o ganho de massa óssea obtido com o anabólico.
Comparando os antirreabsortivos pela eficácia no quadril.
| Fármaco | Fratura vertebral | Fratura do quadril |
|---|---|---|
| Alendronato | cerca de 50% menos | cerca de 40% menos |
| Denosumabe | cerca de 68% menos | cerca de 40% menos |
| Ácido zoledrônico | reduz | reduz |
| Reposição hormonal | reduz | reduz |
| Raloxifeno | cerca de 30% menos | não reduz |
De onde vem a osteonecrose da mandíbula. É um evento adverso raro e temido dos bifosfonatos e do denosumabe. Num registro sueco, a incidência foi de 28,3 por 10.000 pacientes-ano com denosumabe, bem acima do relatado na extensão do estudo FREEDOM (5,2 por 10.000 pacientes-ano); para bifosfonatos, taxas de 2,53 por 10.000 pacientes-ano já foram relatadas.
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