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Questão de Osteoporose: tratamento (OrtoQuestões Simulados)

OsteometabólicasOsteoporose: tratamentoOrtoQuestões Simulados

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A teriparatida corresponde ao fragmento do paratormônio

  1. 1-84, e ao final do tratamento deve ser seguida de novo ciclo de anabólico.
  2. 1-84, e ao final do tratamento deve ser seguida de antirreabsortivo.
  3. 1-34, e ao final do tratamento deve ser seguida de antirreabsortivo.
  4. 1-34, e ao final do tratamento deve ser seguida de novo ciclo de anabólico.
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Gabarito: C · 1-34, e ao final do tratamento deve ser seguida de antirreabsortivo.

Conceito-chave

Um anabólico que vem do PTH. O Rockwood (capítulo 4, Teriparatide) define a teriparatida como o fragmento 1-34 do paratormônio, aplicada por via subcutânea, 20 microgramas por dia. Ela estimula a remodelação, mas o saldo é de formação preferencial, com aumento da densidade sobretudo nos sítios ricos em osso trabecular, como a coluna. A banca já cobrou esse ponto como "ação anabólica com estimulação da atividade osteoblástica".

Por que um hormônio que reabsorve osso pode formar osso. O PTH contínuo, como no hiperparatireoidismo primário, aumenta a remodelação com desacoplamento e leva à perda óssea. A teriparatida, em aplicação diária, aumenta a remodelação com predomínio da formação. É a mesma molécula agindo de forma diferente conforme o padrão de exposição; o capítulo descreve o resultado: aumento da densidade e redução de fraturas.

O que os ensaios mostraram.

  • Reduziu fraturas vertebrais em cerca de 65% e não vertebrais em cerca de 50% em mulheres na pós-menopausa, em 18 meses.
  • Foi superior ao risedronato na prevenção de fraturas vertebrais na osteoporose grave da coluna (estudo VERO: 5,4% contra 12,0% de novas fraturas vertebrais).
  • Foi superior ao alendronato na osteoporose induzida por glicocorticoide.
  • Aumenta a densidade no homem, mas não há estudos masculinos com desfecho de fratura.

Efeitos adversos e o alerta do osteossarcoma. Cefaleia, náusea, cãibras e hipercalcemia leve, em geral assintomática, que não exige suspensão. Modelos animais com aumento de osteossarcoma levaram a um alerta em tarja preta e a estudos de vigilância; após 14 anos de dados, a incidência de osteossarcoma em usuários não foi diferente da incidência basal.

A duração e o que vem depois. A duração recomendada é de 2 anos (a banca já cobrou: tempo máximo de 24 meses). Ao final, o paciente deve receber um antirreabsortivo para não perder o osso recém-formado. O capítulo cita raloxifeno, alendronato e ácido zoledrônico como eficazes para manter o ganho de massa. A lógica é a de uma sequência: construir com o anabólico e consolidar com o antirreabsortivo.

Os outros anabólicos.

  • Abaloparatida: fragmento 1-34 da proteína relacionada ao PTH (PTHrP), 80 microgramas por dia; reduziu fraturas vertebrais em cerca de 76% e não vertebrais em 43%; ganho no quadril um pouco maior que a teriparatida.
  • Romosozumabe: anticorpo contra a esclerostina, por 12 meses, seguido de antirreabsortivo.

Na consolidação de fraturas. A teriparatida é o anabólico mais estudado: num ensaio com fratura do rádio distal tratada com gesso, a consolidação foi mais rápida (7,4 contra 9,1 semanas). Uma metanálise de 5 ensaios mostrou melhora funcional, mas sem diferença em consolidação radiográfica, taxa de união ou dor.

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