Os bifosfonatos são análogos estáveis do
- pirofosfato, e a presença de nitrogênio na cadeia lateral aumenta sua potência.
- pirofosfato, e a presença de cálcio na cadeia lateral aumenta sua potência.
- colágeno tipo I, e a presença de nitrogênio na cadeia lateral aumenta sua potência.
- colágeno tipo I, e a presença de cálcio na cadeia lateral aumenta sua potência.
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Conceito-chave
Antirreabsortivos e anabólicos. O Rockwood (capítulo 4, Drug Treatments, Tabela 4-3) divide os remédios da osteoporose em dois grupos. Os antirreabsortivos suprimem a reabsorção: bifosfonatos (alendronato, risedronato, ibandronato, ácido zoledrônico), denosumabe, terapia de reposição hormonal e raloxifeno. Os anabólicos aumentam a remodelação mas estimulam a formação mais que a reabsorção: teriparatida, abaloparatida e romosozumabe. Cálcio, vitamina D e metabólitos ativos completam a tabela.
O que é um bifosfonato. Os bifosfonatos são análogos estáveis do pirofosfato, um inibidor natural da mineralização. Todos compartilham um núcleo de fósforo, carbono e fósforo, ao qual se prendem cadeias laterais variadas. Duas propriedades decorrem dessa estrutura:
- Afinidade pelo osso: ligam-se fortemente ao cálcio, por isso vão preferencialmente para o esqueleto e se incorporam à hidroxiapatita. A afinidade varia entre as drogas e é particularmente alta no ácido zoledrônico.
- Potência: a capacidade de inibir a reabsorção varia muito e é determinada principalmente pela química das cadeias laterais. A incorporação de nitrogênio na cadeia lateral aumenta muito a potência. Por isso, na doença de Paget, o capítulo diz que os bifosfonatos nitrogenados são de longe os mais usados, por serem mais eficazes que os simples.
Como agem. Após a administração oral ou venosa, o bifosfonato se fixa nas superfícies ósseas, sobretudo onde a remodelação está aumentada. Quando esse osso é reabsorvido, o fármaco é liberado em alta concentração dentro do osteoclasto, inibindo-o e, com isso, inibindo a reabsorção. É um mecanismo elegante: o próprio osteoclasto, ao reabsorver, ingere o remédio que o desliga.
Por que lembrar do pirofosfato. O capítulo explica, na fisiologia, que a mineralização depende da fosfatase alcalina, que degrada inibidores da mineralização como o pirofosfato. Os bifosfonatos imitam esse inibidor, mas são estáveis (resistem à degradação). O capítulo também cita, entre as causas de osteomalácia induzida por medicamentos, os bifosfonatos em dose alta (etidronato e pamidronato), um reflexo dessa origem como inibidores da mineralização.
Os principais bifosfonatos do capítulo.
| Droga | Esquema citado | Destaque |
|---|---|---|
| Alendronato | 70 mg por semana, oral | o mais usado; reduz fratura vertebral em cerca de 50% e do quadril em 40% |
| Ácido zoledrônico | 5 mg por ano, venoso | reduz mortalidade e nova fratura após fratura do quadril |
| Risedronato | 35 mg por semana, oral | menos usado |
| Ibandronato | 50 mg mensal oral ou 3 mg venoso a cada 3 meses | menos usado |
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