São marcadores bioquímicos de reabsorção e de formação óssea, respectivamente:
- CTX e PINP.
- PINP e CTX.
- osteocalcina e NTX.
- fosfatase alcalina óssea e osteocalcina.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O que os marcadores medem. O Rockwood (capítulo 4, Biochemistry and Hematology, Tabela 4-2) lista os marcadores bioquímicos da remodelação. Eles refletem a atividade de reabsorção ou de formação naquele momento e, segundo o capítulo, não servem para diagnosticar osteoporose, mas ajudam a entender a fisiopatologia. Para guardá-los, vale entender de onde cada um vem.
De onde vêm os marcadores de reabsorção. O colágeno tipo I é produzido pelo osteoblasto como pró-colágeno; depois que as extremidades são clivadas, as moléculas se organizam em fibrilas e se ligam umas às outras nas pontas por ligações cruzadas covalentes (cross-links), que dão resistência à tração. Quando o osteoclasto reabsorve osso, essas ligações cruzadas são liberadas na circulação e podem ser dosadas: são os telopeptídeos C-terminal e N-terminal do colágeno tipo I, CTX e NTX. A deoxipiridinolina também reflete a degradação do colágeno, e a fosfatase ácida tartarato-resistente se correlaciona com o número de osteoclastos.
De onde vêm os marcadores de formação. Quando o pró-colágeno é clivado, liberam-se os propeptídeos (PINP e PICP), que refletem a síntese de colágeno tipo I. A osteocalcina e a fosfatase alcalina óssea se correlacionam com o número de osteoblastos. A fosfatase alcalina total também, mas sofre influência de doença hepática e renal; por isso, na doença de Paget com hepatopatia, o capítulo prefere a fração óssea.
| Reabsorção | Formação |
|---|---|
| CTX e NTX (telopeptídeos) | PINP e PICP (propeptídeos) |
| deoxipiridinolina | osteocalcina |
| fosfatase ácida tartarato-resistente | fosfatase alcalina óssea e total |
Um truque de memória. Os telopeptídeos são pedaços do colágeno já pronto que se soltam quando o osso é destruído: reabsorção. Os propeptídeos são as pontas cortadas na fabricação do colágeno novo: formação.
Onde os marcadores entram na prática. O capítulo aponta usos limitados:
- Diagnóstico de osteoporose: não ajudam.
- Monitoramento do tratamento: as variações dos marcadores se correlacionam com a eficácia antifratura de vários fármacos, até melhor que as variações da densidade, mas o valor preditivo para o paciente individual é baixo e o uso rotineiro é pouco comum.
- Adesão: devolver os resultados dos marcadores ao paciente não melhorou a adesão em comparação com a simples revisão por um profissional de saúde.
- Doença de Paget: a fosfatase alcalina total é o marcador prático da atividade metabólica; CTX, NTX e PINP sobem na doença ativa, mas raramente são usados.
- Falha terapêutica: uma fratura por fragilidade em paciente que não respondeu nos marcadores de remodelação entra na definição de falha de tratamento.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo