Na osteoporose, existe tanto aumento da atividade osteoclástica quanto diminuição da atividade osteoblástica.
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Conceito-chave
O osso se renova em unidades de remodelação. Osteoclastos retiram osso antigo e osteoblastos formam matriz nova. Em condições normais, as duas etapas são acopladas. Na osteoporose, o balanço dessas unidades torna-se negativo e a microarquitetura se deteriora, aumentando a fragilidade mesmo quando não há uma alteração exuberante no exame radiográfico comum.
Dois caminhos para o balanço negativo. A queda estrogênica após a menopausa aumenta a reabsorção e acelera a remodelação. Com o envelhecimento, a capacidade de formação pode ser insuficiente para repor o que foi retirado. Esses processos podem coexistir, mas não se deve exigir que todo paciente apresente, ao mesmo tempo, osteoclastos mais ativos e osteoblastos menos ativos em termos absolutos.
A consequência terapêutica. Antirreabsortivos, como bisfosfonatos, reduzem o componente osteoclástico. Medicamentos anabólicos estimulam a formação óssea em situações selecionadas. Antes de escolher tratamento, importa avaliar fraturas prévias, risco clínico e causas secundárias; a frase da questão é uma simplificação fisiopatológica, não um critério diagnóstico individual.
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